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Sociedade

CISP recebe quase seis mil chamadas inválidas por dia

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O Centro de Integração de Segurança Pública (CISP) anunciou, nesta quinta-feira, 27, a activação de um sistema de bloqueio e integração à “lista negra” a todos os terminais telefónicos de cidadãos que reiteradamente ligarem de forma abusiva ao número de emergência 111.

Com esta medida, segundo uma nota divulgada pela Angop, os indivíduos que assim se procederem ficarão privados de voltarem a contactar (111) e receberem apoio das forças de defesa e segurança, mesmo em caso de real situação de emergência.

A título de exemplo, avança que só na quarta-feira, a instituição recebeu 6.472 chamadas, das quais apenas 359 foram válidas, 67 de consultas, 61 de registo e  5.985 inválidas.

“A aplicação deste sistema deve-se ao facto de o órgão, afecto ao Ministério do Interior, desde a sua inauguração, ter sido alvo de chamadas falsas e abusivas que correrem para obstrução da linha de emergência, impedindo o cidadão que está em efectiva condição de emergência”, lê-se na nota.

Adianta que tais acções têm culminado com a alocação dos poucos recursos disponíveis a responderem as situações inexistentes.

O CISP apela os cidadãos a recorrerem ao referido terminal somente em situação que exige intervenção das forças da defesa e segurança, autoridade sanitária, consulta no domínio da segurança pública ou para efectuarem denúncias de infracções criminais, transgressões e outras ilicitudes.

CISP

O centro está equipado com uma componente tecnológica que permite coordenar acções de prevenção e socorro com diferentes estruturas móveis e fixas, com meios técnicos incorporados para responder a qualquer solicitação.

A nível da sua estrutura hierárquica está constituído por um centro nacional e centros provinciais sendo que os níveis de respostas se constituem nas unidades de bases, nomeadamente polícia, bombeiros e serviços de emergência médica.

O projecto possui equipamento de ponta, com realce para a instalação, na capital do país, Luanda, de 719 câmaras de segurança pública para rastreio de viaturas, reconhecimento facial, bem como gestão ou monitoramento de infra-estruturas críticas.

Está implementado nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Cuanza Sul, numa primeira fase. Em execução estão os centros do Huambo e da Huíla.

Por Angop