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CIRGL: João Lourenço quer esforço urgente para alcance da paz na Região

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O Presidente da República de Angola, João Lourenço, que discursou na XI Cimeira da Região dos Grandes Lagos, de que é presidente em exercício, disse ser urgente que se empreenda um esforço de coordenação entre todos os intervenientes do processo de negociação de paz para a região dos Grandes Lagos.

O estadista começou a sua intervenção na cimeira afirmando que “no geral, o cessar-fogo vem sendo cumprido, salvo pequenos incidentes normais em processos como este. Contudo, importa destacar a necessidade de se imprimir maior celeridade ao processo de criação das condições de acantonamento dos cidadãos congoleses integrantes do M-23”.

Por essa razão, disse que justifica-se a realização de uma Cimeira Quadripartida em Luanda, com a participação da SADC, da CAO, da CIRGL e da CEEAC, sob a coordenação da União Africana.

“Não podemos deixar de reconhecer que a situação se mantém tensa, mas o facto de estar a funcionar um cessar-fogo, cuja vigência deve ser encorajada, dá-nos alguma esperança de que será possível definir-se um quadro negocial que nos conduza a uma paz efectiva e duradoura, antecâmara para a transição do poder a um governo civil que emane da vontade do povo nas urnas”, ressaltou.

João Lourenço afirmou também que estar expectante de que as conclusões da referida Cimeira “sejam produtivas e susceptíveis de ajudar a redinamizar os processos de pacificação na RDC e no Sudão”.

Disse ainda que tem empreendido esforços na busca pela pacificação daquela região do continente africano.

“Na minha qualidade de Presidente em Exercício da CIRGL e de Campeão da União Africana para a Paz e Segurança em África, tenho procurado acompanhar esta situação muito de perto e, neste quadro, mantive uma conversa com Sua Excelência Adbel Fattah Al-Burhan, Presidente do Conselho Soberano de Transição do Sudão, com quem analisei a situação vigente neste país, apelando, na ocasião, a que as partes beligerantes procurassem encontrar por via do diálogo, uma solução para o problema”, reafirmou.

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