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Angola que dá certo

Cinquenta por cento da populacão Angolana terá energia elétrica até 2025

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A elevação da taxa de acesso à electricidade no país para 50 por cento, até 2025, constitui o principal desafio do Ministério da Energia e Águas, anunciou esta terça-feira, em Luanda, o titular da pasta, João Baptista Borges.

João Baptista Borges, que falava na abertura da Conferência Internacional sobre Energias Renováveis em Angola 2022, referiu que seu pelouro vai trabalhar para atingir a meta de electrificação, com aumento de 7,2 por cento, porquanto, na actualidade cifra-se em 42,8 %, num universo de 33 milhões de habitantes.

Para o alcance desse desiderato, disse estar em curso a expansão da energia, com a interligação das regiões centro/sul e norte/leste, integrando, pelo menos, mais de sete províncias, bem como a alargamento da rede de distribuição pelo interior do território.

Salientou que a medida vai ainda permitir poupar centenas de milhões de litros de combustíveis, consumidos anualmente em centrais térmicas e efectivar mais de 1 milhão de novas ligações domiciliares no país.

Referiu ainda que se pretende atingir, pelo menos, 72 por cento de contribuição, de fontes limpas, na matriz energética até 2025, pressupondo o contínuo desenvolvimento da Estratégia de Segurança Energética e assegurar a construção de empreendimentos, com novas fontes de energias renováveis não convencionais.

O governante explicou que, entre 2017 a 2022, foram feitos progressos notáveis no domínio da produção de enérgia eléctrica, cuja capacidade atingiu os 6 gigawatts, com um aumento superior a 50 por cento.

De acordo com o ministro, a construção da Central Hidro eléctrica de Laúca (Malanje) e expansão do Aproveitamento Hidroeléctrico de Cambambe (Cuanza Norte), contribuíram para que a matriz eléctrica passasse a ser predominantemente renovável, com 60 por cento de produção hídrica.

Adiantou que, com a conclusão da Central Hidroeléctrica de Caculo-Cabaça (Cuanza Norte) e construção dos parques fotovoltaicos previstos, a potência instalada ultrapassará os 8 gigawatts e a contribuição de fontes renováveis na matriz energética passará os 72 por cento, colocando Angola na vanguarda dos países com maior penetração de energias renováveis.

João Baptista Borges disse que, recentemente, foram aprovados dois projectos de electrificação, compreendendo as regiões leste e sul, que irão beneficiar mais de um milhão de pessoas, com a instalação de 1 gigawatt de energia fotovoltaica.

A referida energia fotovoltaica será dividida em soluções “On-grid” e “Off-grid”, distribuídos em mais de 150 mini redes e micro redes, com armazenamento em baterias.

Narrou que este ano deverão ser operacionalizados 370 megawatts de capacidade fotovoltaica, sendo 270 em parques on-grid, em Benguela, e os restantes em cinco parques híbridos no Kuito (Bié), Bailundo (Huambo), Lucapa (Lunda Norte), Luena (Moxico) e Saurimo (Lunda Sul), com o investimento em público.

Apontou que, com o investimento privado, está em construção o Parque Fotovoltaico de Caraculo, com 50 megawatts, na província do Namibe, assim como em fase final o Parque Fotovoltaico da Quilemba, na Huíla, com a mesma capacidade.

Devido ao elevado potencial de recurso solar, cuja radiação, em plano global e horizontal anual média, é compreendida entre 1.370 e 2.100 quilowatts horas metros quadrados, vai permitir ao país dar passos mais significativos na utilização do sol.

A Estratégia Nacional para Energias Renováveis prevê a possibilidade de instalação de parques solares estimados em 55 gigawatts, quase 10 vezes mais do que toda capacidade de produção actualmente instalada no país.

Este factor será importante na preservação dos níveis de reservatório das principais barragens e na redução de produção térmica, quer a diesel como a gás.

Na conferência internacional, com duração de dois dias, estão a ser abordados questões como “O ponto de situação das energias renováveis em Angola e oportunidades para o futuro”, “Enquadramento institucional e legal”, “Perfil energético nacional”, “Projectos de energias renováveis ligadas à Rede”, “Projectos de energia renovável fora da rede e auto-consumo”, “Hidrogénio verde para transição energética”, “Educação e formação”, e “Financiamento de projectos de energias renováveis”.

C/Angop

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