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Cimeira Rússia-África arranca hoje com delegações de 49 países

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A segunda Cúpula Rússia-África e o Fórum Económico e Humanitário arrancam esta quinta-feira, 27, na cidade russa de São Petersburgo, com o Kremlin a acusar os países ocidentais de sujeitarem os países africanos a uma “pressão sem precedentes” para os dissuadir de participar na cimeira.

Ao todo, 49 delegações de Estados africanos e de associações de integração regionais e sub-regionais, como a União Africana, estarão presentes na cúpula de dois dias, incluindo uma delegação angolana liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António.

“Praticamente todos os Estados africanos têm estado sob uma pressão sem precedentes dos Estados Unidos, as embaixadas francesas não têm estado inactivas, bem como outras missões diplomáticas ocidentais”, apontou, o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, em declarações à imprensa.

Na agenda do fórum de 2023, que decorre sob o lema “Pela paz, segurança e desenvolvimento”, está previsto que sejam discutidas a parceria Rússia-África para ajudar o continente a alcançar a “soberania alimentar”, alternativas ao acordo de grãos e novos corredores logísticos para os alimentos e fertilizantes russos; reforço da cooperação comercial, económica, cultural, educacional, científica e de segurança entre a Rússia e os Estados africanos; potencial adesão da África ao Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul; participação da Rússia em projectos de infra-estruturas africanos e a aprovação do Plano de Ação do Fórum de Parceria Rússia-África para 2026.

Dentre os chefes de Estado lusófonos estão confirmados até o momento as presenças dos presidentes Umaro Sissoco Embaló (Guiné-Bissau) e Filipe Nyusi (Moçambique).

Delegação angolana participa da Cimeira Rússia-África