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Cientista político destaca 4 de Fevereiro como pilar da soberania angolana

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O cientista político Eurico Gonçalves considera que o 4 de Fevereiro, enquanto referência estruturante da soberania nacional, constitui um marco incontornável da história política de Angola e deve ser vivido como um momento de reflexão responsável sobre os fundamentos do Estado angolano.

Segundo o académico, a data simboliza a decisão colectiva do povo angolano de afirmar a sua autonomia política, a dignidade do Estado e a capacidade de se autogovernar, no quadro do princípio da autodeterminação dos povos.

Comentador residente da rádio Correio da Kianda – 103.7 FM, Eurico Gonçalves sublinha que, à luz da ciência política contemporânea, a independência consolida-se quando o Estado garante legitimidade institucional, coesão social e estabilidade jurídica, pressupostos que, no seu entender, têm vindo a ser assegurados em Angola.

O analista recorda ainda que o 4 de Fevereiro implica a reafirmação de uma cultura política assente na responsabilidade, na unidade nacional e na superação consciente dos ciclos de conflito, orientando a memória histórica para a edificação de uma paz sustentável e de um desenvolvimento inclusivo.

No que respeita às prioridades estratégicas e à transmissão institucional às novas gerações, Eurico Gonçalves destaca que as bandeiras evocadas pela efeméride, no presente, são as da soberania interna e externa em sentido pleno. No plano interno, traduzem-se no fortalecimento das instituições, na promoção de uma justiça cada vez mais credível, na eficácia das políticas públicas e na participação cívica informada.

Já no plano externo, defende uma política baseada na autonomia, no respeito mútuo e na cooperação estratégica. Para o académico, a transmissão do significado do 4 de Fevereiro às novas gerações deve assumir um carácter pedagógico e institucional, apresentando a independência nacional como um processo contínuo, no qual a liberdade se exerce com responsabilidade e a coesão nacional depende da superação do medo, da divisão e da exclusão.

Eurico Gonçalves conclui afirmando que o 4 de Fevereiro se afirma como uma referência de estabilidade, confiança colectiva e compromisso permanente com o futuro de Angola.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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