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Desporto

Cidadela desportiva será reabilitada e privatizada em 2022

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O Estádio da Cidadela será reabilitada e privatizada ainda este ano, depois de um estudo do laboratório de Engenharia de Angola, que determinou que a infraestrutura é recuperável, depois de várias vezes ter estado em eminencia de demolição.

A informação foi veiculada pela Agência Angola Press, nesta quarta-feira, que cita o chefe de departamento para as infra-estruturas do Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), Moisés Cabenda.

Aquele responsável afirmou que um estudo do Laboratório de Engenharia de Angola indicou que o imóvel é recuperável, para quem, os dados demonstram que o primeiro anel do mítico espaço está intacto, ao contrário do segundo que carece de uma rigorosa reabilitação.

Apesar de não ter avançado data para a empreitada, Moises Cabenda referiu que depois das obras de reabilitação será aberto um concurso público para gestão da infraestrutura.

A recuperação dos Estádios e Pavilhões oficiais do país e passagem à gestão privada está enquadrado no programa do Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), numa altura em que maior parte enfrenta problemas de manutenção e de gestão.

Localizado no Distrito Urbano do Rangel, o imóvel, com capacidade para 60 mil espectadores, foi interditado há mais de uma década pela Confederação Africana de Futebol, devido à degradação, fundamentalmente de algumas placas de betão no segundo anel.

Inaugurado em 1972, ainda na era colonial, o recinto tem servido apenas para treinos ocasionais para algumas selecções de formação e de equipas concorrentes no Campeonato Nacional de Futebol “Girabola”, com destaque para o Progresso Sambizanga e Kabuscorp do Palanca.

Reinaugurado a 10 de Dezembro de 1981, por ocasião do extinto Jogos dos Países da África Central, a infra-estrutura já sofreu inúmeras obras de benfeitorias, e o estado em que se encontra inspira cuidado de segurança aos espectadores.

Recentemente, a CAF havia interditado os Estádios 11 de Novembro, em Luanda (aprovado provisoriamente após segunda inspeção), Chiaze, em Cabinda, Ombaka, em Benguela, e Tundavala, na Huíla.

Estes recintos, construídos para albergar o Campeonato Africano das Nações, em 2010, estão interditados pela CAF para jogos internacionais até que se cumpram com as orientações de melhorias em diversos sectores, como relva, bancadas, balneários, elevadores, entre outros.

Serão igualmente reabilitados os pavilhões Acácias Rubras (Benguela), Osvaldo Serra Van Dunem (Huambo), Palanca Negras Gigante (Malanje), Welwitschia Mirabilis (Namibe), os Multiusos da Cidadela e do Kilamba (Luanda).

Recorde-se que, em Abril de 2021, o Presidente da República, João Lourenço, mostrou-se preocupado com o estado de degradação de algumas infra-estruturas construídas pelo Estado e sugeriu reabilitação e uma gestão que as rentabilize.

O Chefe do Executivo entende ser responsabilidade do Estado construir, mas depois disso tem de se encontrar outra entidade capaz de gerir e render receitas que sustentem o próprio desporto.

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