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Cidadãos questionam fiscalização no combate à corrupção nas instituições públicas

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Cidadãos ouvidos sobre a actuação da Procuradoria-Geral da República (PGR), manifestam preocupação com alegadas dificuldades enfrentadas pelos órgãos fiscalizadores no combate à corrupção.

Segundo alguns entrevistados, a investigação entre colegas da mesma estrutura compromete a imparcialidade e a eficácia das averiguações.

Um dos cidadãos afirma que “a corrupção já tomou conta do país”, apontando a permanência, em funções, de pessoas denunciadas por práticas irregulares nas instituições públicas. Para o entrevistado, enquanto não houver mudanças profundas no sistema, o combate à corrupção continuará fragilizado.

Outro entrevistado defende maior participação dos deputados da Assembleia Nacional nas acções de fiscalização das obras públicas, para reforçar a transparência.

Já um terceiro cidadão considera que a baixa remuneração dos fiscais contribui para actos de corrupção, defendendo a melhoria salarial como forma de garantir maior honestidade no sector.

O especialista em Gestão e Administração Pública, Denílson Duro, considera existir influência e conveniência institucional nas más práticas administrativas, alegando conivência de alguns órgãos fiscalizadores com actos de corrupção. e irregularidades na administração pública

Por outro lado, o jurista Mabanza Kambaca discorda desta visão, defendendo que os órgãos políticos não devem ser directamente associados às irregularidades na administração pública.

Segundo o especialista, o discurso de um político pode, em determinadas circunstâncias, servir apenas como orientação para a direcção dos serviços administrativos, dependendo da natureza dos assuntos em tratamento.

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