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Cidadã desaparece misteriosamente e é encontrada morta

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Fonte: Jornal o País

O corpo da malograda foi achada na morgue do Josina Machel com sinais de espancamento e sem nenhuma identificação. A filha de três anos que transportava ao colo está desaparecida até ao momento e os familiares acusam o ex-marido da vítima de ser o principal suspeito

A cidadã Amélia Direito foi encontrada morta no último fim de semana na morgue do Hospital Josina Machel, em Luanda, depois de ter desaparecido por cerca de duas semanas sem que a família soubesse do seu destino. Amélia Direito, de 35 anos de idade, terá abandonado misteriosamente a sua casa no bairro Sapú 2 no final do mês de Maio e o seu corpo foi achado já sem vida na Sexta-feira, 9.

Antes disso, os familiares e amigos reviraram os bancos de urgências e morgues dos principais hospitais de Luanda por mais de uma semana mas não encontraram sinal algum da vítima. “Fomos até à Muxima, Calumbo e outro santuários do Bengo, porque ela fazia parte de um grupo da igreja Católica, mas não achámos nada. Regressámos à morgue do Josina Machel tempos depois e encontrámos o corpo na gaveta dos perdidos e achados”, explicou Manuel Direito, irmão da malograda.

A vítima foi encontrada com hematomas em várias partes do corpo, o que para os familiares indicia que a mesma terá sofrido agressões que contribuíram para a sua morte prematura. Até ao momento ninguém consegue explicar quem cometeu o crime. Todavia, até à data em que os familiares relataram o facto a O PAÍS, Maria de Fátima, a filha de três anos que Amélia Direito transportava ao colo, continuava desaparecida.

Maria de Fátima é a última filha de um total de seis, da relação conjugal que Amélia manteve durante longos anos com Marduqueu Molhata, o agora principal suspeito. Os familiares insistem na tese de ser o marido o provável autor do homicídio com a justificação de que pernoitara em casa da vítima duas noites antes do desaparecimento misterioso de mãe e filha.

“Ele veio dormir aqui mesmo na ausência da nossa irmã com o argumento de que fugiu dos disparos que um grupo de marginais efectuava quando estava a caminho da sua casa”, disse Manuel Direito, acrescentando que os familiares não acreditam nesta versão.

Por sua vez, o filho mais velho do casal, Leo, de 17 anos, explicou que o pai abandonou a casa às 3h sem dar nenhuma explicação. Esse comportamento de Marduqueu levantou suspeitas dos familiares da malograda, que dizem não entender como é que “uma pessoa que foge de supostos tiroteios sai de casa pela madrugada e agora mesmo, sabendo da morte da antiga companheira e da filha sumida, não mostra nenhum sinal de preocupação”, frisou Manuel Direito.

O caso está sob alçada do Serviço de Investigação Criminal de Luanda para o devido esclarecimento, mas os familiares pedem ajuda da sociedade a ligarem para os contactos: 923 45 94 02/ 923 15 69 54 para quem tiver alguma informação sobre o paradeiro da pequena Maria. O PAÍS contactou Marduqueu Molhata através do número de telefone disponibilizado pelo filho Leo, mas sem êxito.

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