Sociedade
Cidadã angolana libertada na Namíbia após detenção injusta por droga
Uma cidadã angolana que se encontrava detida na Namíbia por alegada posse de droga foi libertada na sexta-feira, 13, após investigações conduzidas pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) demonstrarem que ela foi vítima de um esquema criminoso.
De acordo com uma nota de imprensa do SIC, trata-se de Victoria Kanene Tchissoca, que estava presa no distrito de Eenhana, região de Ohangwena, acusada de posse de cocaína. A libertação resultou de uma investigação iniciada em Setembro de 2025, conduzida em coordenação entre o SIC e as autoridades namibianas.
O caso começou com uma denúncia apresentada por familiares sobre o rapto de uma bebé de nove meses, filha de Victoria. Segundo as investigações, a autora do rapto é Telma Cristina Amaro Leitão, de 35 anos, que na altura era patroa da vítima.
Os factos ocorreram em Setembro de 2025, quando Telma terá convencido Victoria a viajar para a Namíbia com a criança, alegando que iria custear exames médicos para a menor, que supostamente padecia de uma enfermidade.
Durante a viagem, já em território namibiano e após entrarem por vias ilegais, Telma terá oferecido uma bebida e batatas fritas à empregada. Depois de consumir os alimentos, Victoria sentiu-se mal e acabou por adormecer. Quando recuperou os sentidos, encontrava-se detida no comando policial de Eenhana, acusada de transportar cocaína que teria sido colocada na sua pasta. A criança, por sua vez, havia sido levada pela suspeita para parte incerta.
Na sequência das investigações, o SIC localizou e deteve Telma Cristina Amaro Leitão no bairro Cassenda, em Luanda, no dia 10 de Janeiro deste ano, por suspeita de rapto. A menor foi igualmente resgatada.
Com o avanço das diligências e a cooperação entre as autoridades angolanas e namibianas, ficou provado que Victoria não tinha qualquer ligação ao crime de droga. O Estado namibiano decidiu então arquivar o processo e ordenar a sua libertação.
Após a libertação, a cidadã foi entregue às autoridades migratórias angolanas na fronteira de Santa Clara e já regressou ao convívio familiar em Ondjiva, província do Cunene.
Entretanto, o SIC garante que as investigações prosseguem para apurar a eventual participação de outros envolvidos no caso.
