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Sociedade

Chuvas deixam mais de 30 mil pessoas vulneráveis no Bengo

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Duas pessoas morreram electrocutadas, enquanto 5312 residências e 36 instalações públicas e privadas foram afectadas pelas chuvas que têm caído na província do Bengo.

O município mais afectado pelas chuvas é o do Dande, com 394 residências destruídas, das quais 105 em iminência de desabamento, segundo dados provisórios do Comando Provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Bengo.

Esta situação deixou mais de 31.866 pessoas em estado de vulnerabilidade, e clamam pela intervenção das autoridades.

A governadora do Bengo, Maria Antónia Nelumba, que constatou os estragos causados pela chuva, falou que está a ser construído um plano estratégico para acudir os sinistrados.

Tragédia também no Cuanza Norte

O Comando Provincial do Cuanza Norte do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, registou a morte de uma pessoa, e nove feridos, dos quais uma em estado grave, devido à queda de um cabo eléctrico de alta tensão, ocorrida no sábado, 16, em Ndalatando.

A informação foi avançada neste domingo, pelo porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Hélder Milagre. Tendo adiantado que o facto ocorreu no bairro Camunzulo provocado pelas chuvas, acompanhadas de fortes ventos, que se abateram sobre a cidade, durante a noite de sábado.

Em consequência, uma criança de 14 anos conheceu a morte por electrocução no local e outras nove pessoas ficaram feridas.

O director-geral do Hospital Provincial do Cuanza Norte, Armando Manuel, informou que, dos nove pacientes transportados para aquela unidade, um, com queimaduras do terceiro grau, foi transferido para Luanda.

Este é o primeiro caso do género registado este ano na província. De acordo ainda com a fonte do SPCB, a chuva que caiu no sábado, no Cuanza Norte, afectou dez residências no município do Golungo Alto, deixando 10 famílias ao relento.

Registos gerais 

Cerca de 19 pessoas perderam a vida e 81 ficaram feridas, nas últimas 72 horas, em todo país, entre as 126 ocorrências registadas pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB).

Segundo o Gabinete de Comunicação da referida instituição, entre as vítimas mortais, quatro são por suicídios, seis afogamentos, duas descargas atmosféricas, igual número por electrocução, acidentes de viação e desabamento de residência.

No período em análise, o SPCB registou, igualmente, de 12 incêndios.