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Chuva: Presidente da República envia mensagem de solidariedade às vítimas das cheias na África do Sul

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O Presidente da Reública, João Lourenço, mostrou-se consternado e solidário com as “perdas humana e materiais” ao povo da África do Sul, provocadas pelas inundações das chuvas que se abatem desde há uma semana naquele país do sul do continente africano.

Na mensagem enviada ao seu homólogo, Cyril Ramaphosa, neste domingo 17, o chefe de Estado refere que “temos vindo a acompanhar a situação dramática que se abateu sobre a província do Kwazulu-Natal”.

Exprimindo ao seu homólogo sul-africano a solidariedade do povo e do Governo angolano o Presidente da República disse que é “com profundo pesar e consternação temos vindo a acompanhar a situação dramática que se abateu sobre a província do Kwazulu-Natal, provocada pelas intensas chuvas e consequentes inundações, que já provocaram cerca de quatro centenas de vítimas mortais”, além de outras dezenas de desaparecidos sob os escombros várias dezenas de pessoas.

João Lourenço acrescenta que a elevada perda de vidas humanas, “com o sofrimento que lhe é inerente, e a dimensão das destruições de bens públicos e privados”, constitui uma perda dolorosa para todo o povo sul-africano e manifesta a Cyril Ramaphosa “solidariedade” pelo momento difícil, expressando condolências a todas as famílias enlutadas.




As recentes inundações registadas na África do Sul provocaram a morte de pelo menos 443 pessoas, e outras 63 estão dadas como desaparecidas, o que levou o governo de Cyril Ramaphosa a decretar estado de calamidade pública na província de Kwazulu Natal, a mais afectada pelas chuvas.

Os números de desaparecidos e de mortes é actualizado diariamente pelas autoridades sul-africanas, e calcula-se que pelo menos 40 mil pessoas tenham sido afectada, entre pessoas que perderam casas ou acesso a água potável.

Naquela região, o rastro de destruição é visível, com estradas e residências que não resistiram a fúria das águas.

A falta de combustível, electricidade e água canalizada também tem dificultado a vida dos cidadãos que lutam pela sobrevivência, tal como avançou à RFI, Marta Mbuso, uma residente dos arredores da cidade portuária de Durban.

“Há muito tempo que não temos electricidade. Os nossos telefones estão desligados. A rede está desligada. Nós nem podemos nem velar pelos nossos entes queridos. A nossa comida estragou-se porque não temos energia”, disse Marta Mbuso.

A maioria das vítimas é da região de Durban, cidade portuária de 3,5 milhões de habitantes na costa do oceano Índico, onde fortes chuvas têm vindo a causar inundações e deslizamentos de terras.