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Chingunji e N’zau Puna: Jofre Justino esclarece rumores sobre assassinato

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Tito Chingunji, antigo secretário‑geral dos Negócios Estrangeiros e uma das figuras mais proeminentes da UNITA, foi destacado pelo jornalista e antigo membro da Comissão Política do partido, Jofre Justino, como um dos maiores mestres da diplomacia da organização. As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Correio da Kianda.

Segundo Justino, os rumores de que a saída de N’zau Puna da UNITA estaria ligada à suposta autoria da morte de Chingunji não correspondem à realidade.

“Não acredito que tivessem pedido isso, embora haja quem diga que foi ele que matou o Tito. Mas não é a UNITA que ia fazer uma coisa dessas. Não acredito, sinceramente, não acredito”, afirmou.

O ex-dirigente explicou que a UNITA sempre funcionou de forma comunitária, com decisões e responsabilidades colectivas, e não individualizadas. “As atitudes são sempre colectivas dentro da UNITA. É um partido muito comunitário, não é comunista, é comunitário. Sendo assim, não vejo esse tipo de comportamento, esse tipo de atitude”, acrescentou.

Justino relatou ainda um episódio no Hotel Trópico, quando um oficial da UNITA bateu à porta do quarto dele e de um colega jornalista, proferindo críticas a Toninho da Costa Fernandes e N’zau Puna, chamados de traidores. Segundo Justino, isso reforça que a ideia de responsabilizar N’zau Puna pela morte de Chingunji nunca teria sido aceita internamente.

A morte de Tito Chingunji, ocorrida em 1991 na Jamba, é um dos episódios mais controversos da história da UNITA. Embora membros dissidentes e testemunhas tenham apontado Jonas Savimbi como responsável pelas execuções, o partido nunca assumiu oficialmente qualquer envolvimento.

“Chingunji foi, digamos, o mestre da diplomacia de todos os tempos da UNITA”, concluiu Justino, ressaltando a importância estratégica e política de Chingunji para a presença internacional do partido e para as negociações de paz que marcaram o período final da guerra civil angolana.

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