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Chineses recebem pensões como desmobilizados de guerra em nome da UNITA, diz Samakuva

Líder da UNITA diz que situação está pior em Angola mas não revela se deixa a liderança no congresso

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O presidente da UNITA denunciou haver chineses a receberem pensões de reforma como desmobilizados e que, como fruto da corrupção existente a situação tende a piorar este ano.

“Muitos que recebem pensões de reforma nunca foram das Forcas Armadas, estão a ser desmobilizados em nome da UNITA, temos nas listas muitos que recebem, sobretudo na Saúde, em nome da UNITA que são chineses e nós temos os nomes e estão lá”, revelou Isaías Samakuva num recente encontro com jornalistas no qual fez a antevisão do ano político de 2019 e recusou dizer se vai ou não deixar a liderança do partido no próximo congresso.

A situação dos demobilizados, segundo o líder da oposição, decorre da corrupção que corrói o pais e faz com que a situação actual “de Angola dos angolanos seja catastrófica”.

Samakuva afirmou que “o país está mal, o país está roto desde muito tempo” e vaticina que “pode ficar pior neste ano.

“A situação como está para 2019 vai piorar, eu não vejo aqui o que pode ser feito para minimizar a situação este ano”, vaticinou Samakuva, para quem depois de 15 meses da gestão de João Lourenço a situação social e económica dos angolanos agravou-se porque o poder de compra dos cidadãos diminuiu drasticamente e o preço dos principais produtos básicos sobe todos os dias e a única medida.

Para o líder da UNITA, a única medida que o Presidente da República tomou foi colocar alguns governantes na cadeia, mas que não resolve o problema dos angolanos.

O líder da UNITA traçou a estratégia política do seu partido para 2019 que se vai centrar em quatro eixos: Controlar e fiscalizar mais o Executivo, consciencializar os cidadãos para as eleições autárquicas, preparar o 13º. congresso ordinário do partido e consagrar a memória de Jonas Savimbi, líder e fundador da UNITA.

“Voltaremos a introduzir no Parlamento já em Janeiro ou Fevereiro as propostas para a institucionalização das autarquias”, reiterou Samakuva.

Entretanto, quando questionado sobre a sua permanência ou não à frente da UNITA, Samakuva minimizou a perguntar.

“Dá-me a impressão, às vezes, que os jornalistas não têm assunto, isto para mim já não é assunto, vamos tratar de questões importantes e não da vida de Samakuva que é passageira”, concluiu.

 

Fonte: VOA

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