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China participará de consórcio global para garantir vacina

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A China anunciou nesta sexta-feira, 09, que participará da Covax, programa da Aliança Global de Vacinas (GAVI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) com objectivo de acelerar o desenvolvimento e a distribuição equitativa de um imunizador para o novo coronavírus.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país asiático, uma das prioridades será assegurar que nações em desenvolvimento tenham acesso ao produto.

“A China continuará a trabalhar com todas as partes do ‘plano de implementação’ para dar a sua contribuição para a solidariedade global no combate à epidemia e na protecção da vida e da saúde das pessoas em todo o mundo”, destacou Hua Chunying, porta-voz do ministério.

Dois biliões de vacinas

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou nesta sexta, 09, que espera 2 biliões de vacinas contra a covid-19 distribuídas globalmente pelo projecto Covax até o fim de 2021, iniciativa que conta actualmente com 171 países.

Em entrevista colectiva, ele afirmou que a “melhor maneira de garantir a efectividade da vacina é fazê-la disponível a todos os países”. Adhanom elogiou a iniciativa da Moderna, que anunciou que não vai cobrar direitos de patente pelo seu imunizante durante a pandemia.

“Na Espanha, há grande aumento nos casos, mas não no número de mortes. É um avanço”, afirmou o director-geral da OMS sobre a segunda onda, indicando melhora na maneira de lidar com a doença.
Michael Ryan, director executivo da organização, afirmou que há outras alternativas efectivas na contenção de casos além dos lockdowns, que “estamos tentando evitar”, indicou. “Japão e Coreia do Sul provaram que investigação de casos é eficaz”, apontou Ryan, que ressaltou a importância da manutenção das actividades de rotina, em especial as escolas.

Ryan afirmou ainda que há bons sinais sobre a vacina Rússia, “mas mantemos nossa posição de recomendar os protocolos de segurança” e a necessidade da realização dos testes. A líder técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou: “não temos resposta ainda sobre a duração dos anticorpos. Há diferentes sinais” com estudos não convergindo nos resultados.

Por Estadão Conteúdo