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China e Coreia do Norte retomam voos após seis anos de suspensão

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A Air China retomou os voos diretos semanais entre Pequim e Pyongyang, após seis anos de suspensão motivada pela pandemia de COVID-19.

Segundo a imprensa chinesa, o primeiro voo, identificado como CA121, realizou-se na segunda-feira, última partindo do Aeroporto Internacional de Pequim com destino à capital norte-coreana.

Cerca de três horas após a descolagem, a aeronave aterrou no Aeroporto Internacional de Sunan, em Pyongyang, onde foi recebida pelo embaixador chinês na Coreia do Norte, Wang Yajun, e outros diplomatas.

O voo transportou apenas cerca de 10 passageiros, um número reduzido que reflete as restrições ainda em vigor por parte da Coreia do Norte, que continua sem emitir vistos turísticos, limitando as viagens a pessoas com estatutos específicos.

Além disso, o aumento dos preços dos combustíveis, associado às tensões no Médio Oriente, levanta dúvidas quanto à viabilidade da ligação aérea, apesar de esta operar apenas uma vez por semana, às segundas-feiras.

Embora não tenha sido divulgado um comunicado oficial, informações disponíveis no site da Air China indicam que a companhia não está, para já, a aceitar novas reservas para esta rota.

A China mantém-se como o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, com a qual partilha uma extensa fronteira terrestre de mais de 1.400 quilómetros.

Em setembro do ano passado, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, deslocou-se a Pequim num comboio blindado, onde participou num evento que assinalou o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

Durante a visita, reuniu-se com o presidente chinês, Xi Jinping, e também com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin.

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