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Chefe da secreta militar dos EUA demitido após relatório diferente da fala de Trump
O Chefe da Inteligência Militar dos Estados Unidos da América e outros dois altos funcionários dessa agência foram demitidos, segundo informações divulgadas sexta-feira, 22. Em causa está a publicação de um relatório sobre a operação norte-americana no Irão que terá desagradado ao Presidente Donald Trump.
O tenente-general Jeffrey Kruse, que ocupava o cargo desde o início de 2024, divulgou um relatório a considerar que os ataques realizados em Junho pelos Estados Unidos no Irão apenas “atrasaram em vários anos” o programa nuclear de Teerão.
Amplamente divulgado pela imprensa norte-americana, a afirmação dos serviços liderados por Kruse, difere das declarações de Donald Trump, que afirmou insistentemente que os ataques em questão “destruíram totalmente os locais nucleares visados”.
O processo de demissão de Jeffrey Kruse foi liderado pelo ministro da Defesa dos EUA, numa reação imediata à divulgação do relatório da inteligência militar norte-americana sobre os ataques no Irão.
Pete Hegseth considerou que “o documento apenas chegou à comunicação social porque alguém quer tentar (…) fazer crer que esses ataques históricos não foram um sucesso”.
Jeffrey Kruse deixou o cargo de director da DIA (Agência de Inteligência de Defesa, na sigla em inglês), sem, entretanto, prestar declarações sobre a sua demissão.
Anteriormente, em Fevereiro deste ano, Donald Trump demitiu outro alto funcionário do Pentágono, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown, igualmente sem explicações.
