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“Celebrar 50 anos de Independência é um acontecimento único” – Adão de Almeida

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O Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente, Adão de Almeida, afirmou esta segunda-feira, 10, que “celebrar 50 anos de Independência é um acontecimento único e insólito”.

Adão de Almeida sublinhou a “longa jornada de preparação” deste evento, que simboliza a unidade nacional “de um povo que se libertou do colonialismo, conquistou a paz e trabalha afincadamente para o desenvolvimento do país”.

O governante avançou que a cerimónia que terá lugar na Praça da República, vai contar com delegações de todas as 21 províncias angolanas e representações estrangeiras “dos mais diferentes níveis”, incluindo chefes de Estado, vice-presidentes, primeiros-ministros e ministros dos Negócios Estrangeiros. Confirmou, igualmente, a presença de um total de 45 delegações internacionais

Segundo o governante, a previsão era de ter cerca de oito mil convidados para assistir ao acto central, mas o número foi alargado “para incluir mais pessoas”, em que as autoridades criaram condições para receber aproximadamente 10 mil cidadãos, incluindo cerca de 350 jornalistas credenciados para a cobertura do evento.

A cerimónia contará com o desfile cívico, que vai reunir cerca de seis mil participantes, representando os mais diferentes segmentos da sociedade angolana, seguindo-se um desfile militar, com quatro mil efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, que encerra com a apresentação da música oficial dos 50 anos.

A condecoração póstuma com a Medalha de Honra ao Presidente António Agostinho Neto, proclamador da independência nacional e primeiro chefe de Estado angolano, também é um ponto da cerimónia, bem como a mensagem à nação do Presidente João Lourenço, considerada o ponto mais alto das celebrações.

Está previsto o hastear da bandeira nacional no Museu de História Militar, seguindo-se uma homenagem no sarcófago do Memorial Dr. António Agostinho Neto, com a presença de João Lourenço e dos chefes de Estado convidados.

O ministro assegurou que todas as condições de segurança, transporte e assistência médica estão garantidas, com equipas de emergência e meios de evacuação preparados no local.

“Temos hoje as condições todas criadas para que amanhã tenhamos aqui um momento importante de reflexão e de celebração sobre os 50 anos da nossa independência”, disse.

Adão de Almeida frisou que o evento vai reunir os vários Estados que ajudaram Angola na luta pela libertação nacional e que ajudam hoje Angola no quadro da cooperação internacional para o desenvolvimento, reforçando o carácter diplomático e simbólico das comemorações.

“Celebrar a diversidade, a cultura e a alegria do povo angolano, reflectindo a pluralidade de regiões, etnias e expressões culturais representadas no desfile e no público presente, é o nosso objectivo”, frisou.

O ministro explicou ainda, que apenas pessoas convidadas terão acesso à Praça da República, dado o carácter protocolar do evento.

“O processo de elaboração e distribuição dos convites observou a transversalidade da sociedade”, garantindo que “todos os segmentos estarão representados”, assegurou.

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