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CEDEAO suspende sanções comerciais ao Níger

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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) levantou este sábado, 24, as sanções ao Níger, enquanto estuda uma nova estratégia para dissuadir três estados liderados por juntas militares de se retirarem da união política e económica.

Após reunião convocada hoje para resolver uma crise política na região atingida por vários golpes de Estado, que se aprofundou em Janeiro com o Níger, Burkina Faso e o Mali, a anunciarem a saída do bloco de 15 membros, a CEDEAO decidiu levantar as sanções ao Níger, incluindo o encerramento de fronteiras, o congelamento do banco central e de activos estatais e a suspensão das transacções comerciais com efeito imediato.

Entretanto, “algumas sanções específicas e sanções políticas permanecem em vigor para o Níger”, refere o bloco regional. Solicitou, também “aos países a reconsiderarem a decisão tendo em conta os benefícios que os estados membros da CEDEAO e os seus cidadãos desfrutam na comunidade”.

Num comunicado, citado pela Reuters, a organização afirmou que “isto foi feito por razões humanitárias”, entretanto, analistas consideram que a medida será vista como um gesto de apaziguamento enquanto a CEDEAO tenta persuadir os três estados da junta a permanecerem na aliança de quase 50 anos, cuja saída traria um desarranjo dos fluxos comerciais e de serviços do bloco, no valor de quase 150 mil milhões de dólares por ano.

As sanções da CEDEAO forçaram o Níger, um dos países mais pobres do mundo, a reduzir os gastos governamentais e a deixar de pagar dívidas de mais de 500 milhões de dólares.

De recordar, que os três países estão suspensos do bloco regional, desde a tomada do poder pelos militares, no Níger, a 26 de Julho de 2023, que seguiu-se aos Golpes de Estado no Burkina Faso, em Setembro de 2022, e no Mali, em Maio de 2021.