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CEDEAO reúne hoje para discutir crise no Senegal e saída de países

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Nesta quinta-feira, 08, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) realiza, em Abuja, uma reunião extraordinária do seu Conselho de Mediação e Segurança.

O comunicado da CEDEAO ressalta que hoje serão debatidas “questões políticas e de segurança actuais na região”, entretanto, sabe-se que a reunião foi convocada para discutir a crise política que se instalou no Senegal após o adiamento para Dezembro das presidenciais, previstas para este mês, bem como a saída do Mali, Níger e Burkina Faso da organização regional.

As eleições presidenciais no Senegal que deveriam ocorrer este mês foram adiadas para 15 Dezembro, após aprovação, quase por unanimidade, esta segunda-feira, 05, do projecto de lei, com 105 votos a favor e um contra, depois dos deputados da oposição terem sido retirados à força do hemiciclo.

A medida sem precedentes que suscitou preocupação internacional num país visto como um farol de estabilidade na África Ocidental, abre o caminho para que o Presidente Macky Sall permaneça no cargo até a tomada de posse de seu sucessor, apesar da preocupação crescente com a erosão da democracia.

A tensão se instalou no Senegal desde o passado sábado, quando Sall anunciou um adiamento da votação de 25 de Fevereiro, poucas horas antes do início oficial da campanha.

Na sequência, protestos violentos abalaram a capital, Dacar, com dois candidatos da oposição, incluindo a antiga primeira-ministra Aminata Touré, detidos e posteriormente libertados.

Para além disso, os líderes das juntas militares do Níger, Mali e Burkina Faso deixaram no dia 28 de Janeiro, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, desafiando a pressão dos líderes da CEDEAO para restaurarem o regime constitucional.

Recordar que os golpes de Estado no Mali (24 de Maio de 2021), Níger (26 de Julho de 2023), Burkina Faso (6 de Agosto de 2023) derrubaram Governos eleitos democraticamente e conduziram ao poder Juntas Militares que acusaram as forças ocidentais, em particular a antiga potência colonial (França), de ingerência.

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.

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