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CEAST defende formação de cidadãos para combater intolerância em Angola

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A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) defende o reforço da formação cívica dos cidadãos como uma das vias para combater a intolerância e melhorar a convivência social no país.

A posição foi manifestada esta Segunda-feira, 10, pelo presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba, na sequência dos recentes incidentes registados na província do Uíge, durante uma actividade da UNITA.

O Arcebispo de Saurimo falava à saída de uma audiência concedida pelo presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, ocasião em que apelou ao diálogo, à aproximação entre os angolanos e ao reforço dos mecanismos de convivência social.

Dom José Manuel Imbamba condenou os actos de violência e intolerância registados no Uíge, defendendo que situações desta natureza devem ser rejeitadas por toda a sociedade.

“Não podemos advogar qualquer tipo de violência, intolerância ou qualquer tipo de situação parecida. Por isso, os acontecimentos do Uíge são mesmo para condenar. Reprovamos e a violência não pode continuar”, afirmou.

Para o presidente da CEAST, o combate à intolerância passa também por uma mudança na forma como os cidadãos são preparados para participar na vida social e política.

“Nós gastamos muita energia a formar militantes, não a formar cidadãos. Então, isso tudo está a causar esse tipo de cultura que está a acontecer: a intolerância e a inimizade social”, afirmou.

Dom Imbamba considera que, 50 anos depois da Independência Nacional, Angola precisa de dar um salto qualitativo na forma de convivência entre os cidadãos, valorizando o respeito pelas diferenças e a cultura do diálogo.

O líder da CEAST apelou, por isso, a um esforço conjunto das instituições do Estado, partidos políticos e sociedade civil na promoção da paz, da cidadania e do respeito pelas diferenças.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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