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Cazaquistão reage a alerta sobre surto de pneumonia mais mortal que a Covid-19

Redação

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O Ministério da Saúde do Cazaquistão negou o alerta da Embaixada da China naquele país sobre um surto de pneumonia que seria mais mortal do que o novo coronavírus, e que já teria causado a morte de 1.772 pessoas naquele território, desde o início do ano.

O alerta havia sido publicado no site da Embaixada, na passada quinta-feira, 09, com a representação de Pequim a alertar para uma doença com “uma taxa de mortalidade muito maior que a Covid-19”. O comunicado afirma ainda que o surto de pneumonia causou 1.772 mortes na primeira metade de 2020 e “628 somente em Junho”.

A declaração, de acordo com a publicação do Jornal de Angola, referia-se, originalmente, a uma “pneumonia no Cazaquistão”, mas posteriormente foi alterada a designação para “pneumonia não-Covid”. A nota da embaixada chinesa menciona três cidades – Atyrau, Aktobe e Shymkent – como foco da nova doença e alerta para o facto de haver cidadãos chineses entre as pessoas que morreram.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde do Cazaquistão reagiu e garantiu que a alegação “chinesa” (sem mencionar a embaixada) não “corresponde à realidade”, dizendo que era um mal-entendido da contagem oficial.

Em comunicado na sua página do Facebook, o Ministério disse que as informações fornecidas pela Embaixada Chinesa estavam “incorrectas”. O Governo do Cazaquistão informa que classificou como casos de pneumonia alguns, em que os sintomas da Covid-19 estavam presentes, mas em que os pacientes tiveram resultados negativos, argumentando que isso se enquadra nas directrizes da Organização Mundial da Saúde.

Refere ainda que a contagem oficial inclui pneumonias causadas por todos os tipos de patógenos, incluindo bactérias e vírus. Não especificou, no entanto, quantos dos casos de pneumonia que não deram positivo ao novo coronavírus em teste de zaragatoa eram “casos prováveis” de Covid-19.

E também não especificou se algum dos casos de pneumonia registados foi causado por um novo tipo de agente patogénico. Questionado sobre a declaração da sua embaixada no Cazaquistão, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse aos jornalistas que a China “também deseja obter mais informações” sobre os casos registados.

E acrescentou que a China “espera continuar a trabalhar em conjunto com o Cazaquistão para combater a epidemia e salvaguardar a saúde e a segurança pública dos dois países”.

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