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Opinião

Causa e efeito da badalada medida – Ladislau Neves Francisco 

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O tempo de perdão e ausência de questões para todos angolanos que tenham dinheiro no estrangeiro e pretendam fazê-lo voltar para Angola, é uma badalada medida do executivo de JL. 

Mas além de badalada, a medida é pontual e necessária. Afinal, Angola e os angolanos vivem um momento nunca antes vivido e com necessidades por isso mesmo anteriormente desconhecidas. É portanto importante e necessário que os dinheiros no exterior voltem e beneficiem mais que apenas os donos dos mesmos, -que apesar de todas as questões que se podem levantar, são os donos – beneficiem a todos os angolanos, – que no fim da história (com um comunismo meio asserrado) são igualmente donos, ainda que indirectos.

É que os dinheiros no estrangeiro, em bancos que não sabemos quais, podem ajudar a dar vida a muitas novas empresas, muitos postos de emprego e assim dar vida a muitos homens e mulheres desempregados e/ou subempregos por insuficiência do mercado de trabalho. 

É bem verdade que a aversão ao risco pode levar muitos ricos a não investirem, sim, é. Mas ainda assim, esse dinheiro beneficiaria os angolanos. Como? Bastando estar nos nossos bancos. É que os bancos acabariam por usar para créditos e ou para investimentos. E com uma carteira mais folgada, a facilidade na concessão dos créditos seria maior e melhor. Ou seja, as restrições agora existentes, provavelmente desapareceriam. Enfim, é sempre um dinheiro que de forma directa ou indireta entra para a sistema financeiro nacional e faz uma pressão positiva.

Além de todo efeito positivo que pode vir a ter esse “resgate” dos nossos kumbus, é importante frisar que a medida está longe de ser única e exclusiva de Angola. São muitos os países que adoptaram igual medida, nos mais diversos períodos, e apesar das muitas coisas que se podem alegar, o verdadeiro e real objetivo é sempre o mesmo, fazer pressão positiva na economia do Estado.

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