Sociedade
Casos de pólio aumentam e forçam campanha nacional de emergência
O aumento de casos de poliomielite em Angola, com 28 registos de paralisia flácida aguda em crianças nos últimos 12 meses, está a pressionar as autoridades sanitárias a avançarem com uma resposta de emergência. A circulação da variante tipo 2 do vírus, confirmada também em 12 amostras ambientais, já atinge oito províncias, incluindo Luanda, onde foram identificados focos nos municípios de Belas, Calumbo e Viana.
Perante este agravamento, o Ministério da Saúde lança, esta quinta-feira, 26, no município de Belas, a primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que decorre de 26 a 28 de Março de 2026. A meta é imunizar cerca de 9 milhões de crianças, desde o nascimento até aos cinco anos de idade. A segunda fase está agendada para Maio.
A operação mobiliza mais de 14.600 equipas, integrando cerca de 53.700 profissionais, que vão actuar em todos os 326 municípios do país. A estratégia passa por uma abordagem porta a porta, numa tentativa de travar rapidamente a propagação do vírus e recuperar falhas na cobertura vacinal.
O actual surto expõe debilidades na vacinação de rotina e na vigilância epidemiológica, num contexto em que a poliomielite, embora prevenível, continua a representar risco de paralisia permanente. A campanha surge, assim, não apenas como medida de contenção, mas como resposta a lacunas acumuladas no sistema de saúde.
