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Politica

Caso “reprovação em massa”: Ministra da Educação acusa TPA de prestar mau Serviço público

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A Televisão Pública de Angola (TPA), única emissora pública de tv, em Angola, está a ser alvo de acusações de prestar mau serviço público no caso “reprovação em massa” de alunos de ensino geral, na Província do Namibe, em Dezembro último.

A ideia que, segundo pessoas familiares ao “dossier”, circula há algum tempo no seio do quadro pessoal do Ministério da Educação após a publicação de uma matéria relativa ao elevado número de alunos do Iº, IIº e IIIº níveis reprovados foi agora tornada pública pela titular da pasta, Maria Cândida Teixeira, em entrevista a própria Televisão Publica de Angola, esta terça-feira.

Maria Cândida Teixeira, falando, em directo, à TPA, no seu principal serviço noticioso da noite, telejornal, declarou que o caso do Namibe é um problema falso.

Questionado pelo apresentador do telejornal, Ernesto Bartolomeu, sobre se tinha uma avaliação a fazer no caso reprovação e a reforma educativa, essencialmente no Namibe, a governante disse: “o caso Namibe é um falso problema. Não tivemos, no geral, uma reprovação em alta como noticiaram. 

O que ocorreu é que o jornalista que abordou essa matéria só mostrou as pautas com maior número de reprovados. Houve incúria por parte do jornalista e que causou esse mal entendido”. Frisou, Cândida Teixeira, referindo-se, claramente, ao repórter da TPA que trouxe à baila o assunto, embora tivesse, antes disso, alguma circulação nas redes sociais.

A responsável acrescentou ainda que aquelas reprovações ocorreram naqueles moldes, em parte, pelo facto de a direcção provincial da educação ter trocado, em momentos de provas finais, professores e directores de uma escola para outra, o que, referiu, fez com que os professores corrigissem provas de alunos que não conhecessem, rematou! 

Recorde-se que na altura foram mostradas, em destaque, duas pautas de pouco mais de 45 alunos e com apenas um e dois alunos aptos, respectivamente. A situação provocou uma onda de insatisfação por parte dos encarregados de educação que reclamavam do trabalho prestado pelos professores do Município de Moçâmedes, província do Namibe, isto por um lado. Por outro lado, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, do Namibe, Pacheco Francisco, justificou a alta taxa de reprovação pelo fraco desempenho dos alunos, tendo admitido também o pouco empenho de alguns professores do município de Moçâmedes.

Aquele director fez saber que a troca de professores e directores em época de exames era uma política sua que visava melhorar a qualidade de ensino, no Namibe no ano lectivo 2017. 

Recorde-se que o acto da abertura do ano lectivo 2018-2019 será presidido pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, que se deslocou na manhã desta quarta-feira ao Namibe e terá lugar nesta quinta-feira naquela parcela do território nacional.