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Caso IURD: nove pastores brasileiros expulsos deixam mulheres e filhos em Angola sem abrigo

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Numa nota divulgada nesta quarta-feira, 12, a qual o Correio da Kianda teve acesso, diz que nove missionários brasileiros, dos trinta e quatro e a suas respectivas esposas, foram convocados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma audiência junto aos representantes do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME). Chegando no local os pastores foram surpreendidos por um forte aparato policial, logístico e de agentes do Ministério da Saúde, para serem deportados.

“No dia 10 de Maio de 2021, 34 missionários, bem como as suas respectivas esposas, cidadãos de nacionalidade brasileira, foram convocados para comparecerem na terça-feira, 11 de Maio, pelas 8h, na Procuradoria-Geral da República, sita no edifício Sede do Serviço de Migração e Estrangeiro a fim de serem ouvidos”.

“Os agentes do Serviço de Migração e Estrangeiro, após terem decidido manter detidos estes missionários e as suas esposas das 8h até às 21 horas, sem alimentação, foram irredutíveis e, segundo informações dos advogados que acompanham a operação, deportaram nove missionários e esposas, até o momento, os restantes detidos, foram liberados após as 22 horas sob custódia”, lê-se na nota.

A IURD, realça o comunicado, sublinha que no momento da deportação, os missionários “não lhes foi permitido sequer ir buscarem os seus pertences pessoais ao seu domicilio”, e reforçam que os pastores brasileiros casados com angolanas, foram deportados sem suas esposas, missionários brasileiros casados com esposas moçambicanas, embarcaram deixando esposa e filhos, e sem seus direitos fundamentais resguardados, tendo estes nove cidadãos brasileiros sido expulsos, apenas com a roupa que vestiam”, lamentam.

Também é possível ler que os missionários e esposas foram imediatamente detidos e pressionados a realizarem testes à covid-19, a fim de serem deportados coercivamente para o Brasil, num avião supostamente alugado pelo Estado angolano.

“A Igreja Universal do Reino de Deus lamenta profundamente que agentes públicos estejam a actuar à margem de qualquer decisão judicial, num exercício de poder absoluto, em que não são assegurados os mais elementares direitos humanos contemplados em convenções internacionais ratificadas pelo Estado Angolano, bem como direitos fundamentais inscritos na Constituição da República Angolana”.

Apesar de não obterem sucesso nas dezenas recursos interpostos nos tribunais, a IURD continua aguardar a apreciação dos recursos e acções judiciais impetradas junto aos tribunais angolanos, mas até o momento, não obtivemos respostas.

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