Sociedade
Caso dos russos: defesa contesta prisão preventiva e quer arrolar figuras políticas como testemunhas
O julgamento do mediático “caso dos russos” arrancou nesta terça-feira, 24, em Luanda, sob forte contestação dos advogados de defesa, que solicitaram ao tribunal a audição de várias figuras políticas de peso da oposição e do partido governante.
Entre os políticos, o destaque recaí para Adalberto da Costa Júnior, líder da UNITA, Higino Carneiro e Dino Matrossi, membros do Bureau Político do MPLA, na qualidade de testemunhas.
Os advogados dos quatro arguidos, ou seja, dois cidadãos russos e dois angolanos, acusados de terrorismo e outros crimes graves, durante a audiência levantaram questões prévias relacionadas com o que consideram ser excesso de prisão preventiva, alegando violação de direitos fundamentais.
A efesa chamou ainda atenção durante a sessão de julgamento, para o alegado mau tratamento de um dos arguidos em estabelecimento prisional, situação que poderá ter implicações no andamento do processo.
Referir que os arguidos russos, Lev Lakshatanov e Igor Ratchin, bem como os angolanos, Francisco Oliveira, secretário para mobilização da JURA braço juvenil da UNITA e Amor Carlos Tomé, jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA), são acusados de vários crimes, com destaque para, espionagem, terrorismo, organização terrorista, tráfico de influência e associação criminosa, durante a greve dos taxistas de Julho de 2025.
Na acusação, o Ministério Público refere que os arguidos estariam a preparar um golpe de Estado em Angola, e pretendiam capturar activos económicos nacionais em troca do apoio da oposição ao governo.
Face às questões levantadas, o tribunal decidiu adiar a audiência, ficando a continuação do julgamento marcada para o próximo dia 14 de Abril.
