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Economia

Casas só são vendidas em 2019 apesar de prontas há dois anos

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A empresa privada Kora Angola, envolvida na construção de projectos habitacionais do Estado, prometeu, na sexta-feira, à ministra do Ordenamento do Território e Habitação, só entregar as moradias da Centralidade do Sumbe a partir do segundo semestre de 2019, apesar de estarem concluídas  há dois anos.

Ana Paula de Carvalho esteve na centralidade acompanhada de representantes institucionais, como o director nacional de Águas, Lucrécio Costa, e do empreiteiro, e lamentou que, apesar das habitações estarem concluídas, o projecto não possa receber moradores por não ter solucionada a componente da captação, tratamento e fornecimento de água.
De acordo com a ministra, a execução física dos apartamentos e moradias da centralidade está  concluída, como também estão as redes eléctrica, viária, de saneamento básico, escoamento para as redes gerais e a sinalização viária. 

O que falta, disse a ministra, “é exíguo” e, além da água, faltam  os acessos que só ficam prontos dentro de 15 meses.

Ana Paula de Carvalho declarou que o que está em falta impede que a Centralidade do Sumbe seja já ocupada. Projectos habitacionais deste tipo, notou, são definidos com base num padrão que inclui a disponibilidade de equipamentos, serviços e bens sociais indispensáveis para se ter uma vida decente nessas comunidades. A decisão institucional é a de que essa oferta seja ampliada na medida em que novas centralidade forem abertas ao público.

A ministra estabeleceu, no local, um prazo de 15 meses para que a Kora Angola conclua a execução da componente de água e advertiu que, depois da deslocação de sexta-feira, vão ser feitas visitas de fiscalização e acompanhamento por parte do ministério, pelo governo provincial e pela Administração Municipal do Sumbe.

O director nacional de Águas, Lucrécio Costa, anunciou o início da empreitada nos próximos dias, para terminar dentro de um ano, em Abril de 2019, mas considerou que as dificuldades da obra estão ligadas à falta de recursos financeiros.

A centralidade, avançou, só pode ter o abastecimento pleno quando o novo sistema de fornecimento de água da cidade do Sumbe for construído, um projecto que se debate com a falta de recursos.

O projecto de fornecimento de água à Centralidade do Sumbe consiste na construção de uma estação de bombagem, de uma conduta com um diâmetro de 350 milímetros, bem como um reservatório de entrega. 

A rede interna já está montada desde a conclusão das habitações, mas falta a instalação dos contadores, assinalou Lucrécio Costa. 

A Kora Angola licitou um contrato com o Governo para construir 40 mil fogos habitacionais em vários municípios de cinco províncias, nomeadamente Bié, (Cuito e Andulo), Huambo (Bailundo, Caála e Lossambo), Uíge (Quilomosso), Cuanza-Sul (Sumbe) e Moxico (Luena).

O modelo de negócio para comercialização das habitações da Centralidade do Sumbe é o pagamento a pronto ou por renda resolúvel, além do arrendamento com valores estimados em cerca de 12.500 kwanzas mensais. A venda das habitações está estimada em 11,6 milhões de kwanzas.

A centralidade, localizada a 16 quilómetros da cidade do Sumbe, tem 213 moradias de um piso, 393 de dois pisos, 1.404 apartamentos, 156 lojas, duas escolas – uma com 24 salas e outra com 12 salas de aula – e uma creche.

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