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CASA-CE sobrevive da extinção, mas não do deslize das peças que construíram a Coligação Eleitoral

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A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), obteve 0,78% de votos saídos dos resultados definitivos divulgados ontem, pela CNE das eleições gerais de 24 de Agosto de 2022. Uma percentagem que não permite a formação política liderada pelo economista Manuel Fernandes eleger qualquer deputado a Assembleia Nacional nos próximos cinco anos.

De realçar que nos  dois anteriores pleitos eleitorais, a CASA-CE, sob a liderança de Abel Chivukuvuku, foi a formação política que mais crescia politicamente em termo de representatividade no parlamento angolano.
Em 2012, ano da sua criação, a CASA-CE alcançou oito assentos parlamentares, o que lhe tornou na terceira força política Angola. Já em 2017, ainda com Abel Chivukuvuku na presidência, duplicou os resultados de 2012, elegendo 16 deputados, tornando-se para muitos apreciadores da política nacional e internacional como a terceira opção atrás do MPLA e da UNITA.

Depois dos bons resultados nos dois pleitos em que participou, a CASA-CE viveu uma intensa crise de liderança, com a expulsão de Abel Chivukuvuku em 2019, por suposto “abuso de confiança”. No mesmo ano, a coligação através do seu Conselho Deliberativo Colégio Presidencial indicou o almirante André Mendes de Carvalho (Miau) como sucessor de Chivukuvuku. Ano depois veio a ser forçado abandonar a presidência, pelas mesmas razões, indicando assim o economista e líder do PALMA, um dos partido que formam a CASA-CE Manuel Fernandes como Presidente que liderou a coligação eleitoral até as eleições de 2022, obtendo assim, o pior resultado da história da CASA-CE.

A CASA-CE até ao momento é formada por cinco paridos políticos legalizados nomeadamente o PPA, o PADDA, PALMA, PNSA e PDP-ANA.

Uma fonte junto do colégio presidencial da CASA-CE, disse ao Correio da Kianda, que alguns lideres dos partidos que formam a CASA-CE como Sikonda Alexandre, do PNSA, mostram-se arrependidos por terem na altura, assinado o memorando que dava por expulsão de Abel Chivukuvuku, da Presidência da coligação que fundou em meados de 2012.

Sikonda pondera retira o seu partido da coligação e caminhar pelo seus próprios pés.

Já o presidente do PPA, Fele António é o mais revoltado com os resultados obtidos deste pleito, exigindo assim, a retirada de Manuel Fernandes da liderança da coligação.

A nossa fonte revela que o Felé António, usa palavrões e ameaças de agressões contra toda estrutura que haviam embaçada a retirada de Abel e de almirante Miau da liderança.

Apesar destes resultados a CASA-CE, não será extinta, passando então a ser uma coligação eleitoral extra-parlamentar legalmente.

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