Partidos Politicos
CASA-CE com novos secretários a pensar nas autarquias
A coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE) empossou nesta sexta-feira, em Luanda, novos secretários a nível central e provinciais visando reorganizar a base a pensar nas eleições autárquicas no país, agendadas para 2020.
Segundo o coordenador para a Acção Política e Revitalização da CASA-CE, Manuel Fernandes, a coligação deve se reorganizar para os “grandes desafios” com o objectivo da assegurar os valores reais de uma alternância séria e credível.
Manuel Fernandes discursava na cerimónia de posse do secretário executivo nacional adjunto, Muanza Kitondo, e de novos membros do secretariado executivo nacional e seus adjuntos, durante a qual foi anunciada a nomeação de secretários provinciais e respectivos coadjuvantes.
O responsável afirmou ser necessária a reorganização da CASA-CE para enfrentar “os grandes” desafios, passando pela recuperação da dinâmica funcional readaptada ao novo contexto, mobilizar quadros para as suas fileiras, enquanto amplo instrumento de luta e identificar e formar quadros para as eleições autárquicas previstas para o próximo ano.
O também deputado à Assembleia Nacional declarou que a coligação pretender identificar potenciais candidatos, mesmo que não pertençam a partidos políticos, para concorrer a presidentes, deputados e vereadores de autarquias municipais, visando assegurar os valores reais de uma alternância séria e credível.
Considerou fundamental trabalhar na formação política e ideológica dos quadros para corresponder com as responsabilidades que lhes forem incumbidas.
Minimizou querelas internas no seio da coligação ligadas a grupos independentes, referindo que a organização continuará a ser uma grande frente de luta.
Pensa estarem ultrapassados os pressupostos que levavam a “desunião” do grupo parlamentar, apelando os companheiros contestatários “a cair na real”, sob pena de se despoletar mecanismos disciplinares.
Manuel Fernandes disse que a anunciada reunião convocada para este mês por dirigentes da coligação que não são filiados a partidos políticos, é natural, legítimo e democrático.
A crise na CASA-CE surgiu quando o Tribunal Constitucional decidiu que o presidente da coligação é um mero coordenador, que deve obedecer às decisões dos partidos coligados. A decisão surgiu em resposta a um pedido de esclarecimento de seis das cinco formações políticas.
O deputado Lindo Bernardo Tito, membro fundador da CASA-CE em 2012 e que era um dos vice-presidentes sem estar filiado a qualquer dos partidos coligados, anunciou o afastamento da coligação pela qual foi eleito deputado à Assembleia Nacional, nas últimas eleições gerais, de Agosto de 2017.
Lindo Bernardo Tito foi antigo dirigente do PRS.
