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Em carta dirigida a João Lourenço, pesquisador diz que chamar Zairense ao povo Kongo é estratégia de exclusão

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Começo por desejar-vos sucesso e longanimidade pelas novas responsabilidades que lhes foram incumbidas pela “Família M.P.L.A.”

  1. a) Manifesto o privilégio de alertar-vos sobre as causas de raiz que, durante 42 anos de governação do MPLA, estiveram à base da perda de cidadania angolana pelos soberanos da Nação Étnica -linguística Kongo dentro do Mosaico Angola;

Foi com bastante animosidade que tomamos conhecimento do programa de governação do MPLA sob sua liderança. Pelo lema do Programa Quinquenal, tal como foi apresentado ao povo em geral e particularmente aos BENA KONGO, sentimo-nos haver política desta vez em querer receber subsídios como estipula bem o vosso guião introdutório, pelo que ao recordarmo-nos da frase “Corrigir o que está mal feito e melhorar o que está bem” decidimos a estender-vos a nossa mão, apresentando-vos:

OS ONZE MANDAMENTOS QUE ASSEGURAM O CALVÁRIO DE 42 ANOS DE GOVERNAÇÃO CONTRA A MARTIRIZADA CIDADE DE MBANZA KONGO E A ETNIA KONGO EM ANGOLA, como foi por Vossa Excelência, reconhecido durante as suas recentes visitas a Cabinda, Mbanza Kongo, Nambuangongo, Caxito e Uíge, por enquanto.

Eis então os Onze Mandamentos de exclusão do Desenvolvimento de Mbanza Kongo, sendo fonte de existência dos Bakongo em Angola e não só:

1º Mandamento: Deve-se excluir com urgência ou eliminar a estratégia de exclusão através da conotação dos Povos Kongo em Angola por Zairenses, porque o promotor da expressão não foram os nossos Ancestrais; pelo contrário, o nome Nzadi, oriundo do rio grande que é Nzadi-a-Kongo (Rio do Kongo) ou Nzadi-a-Mwanza (Rio Mwanza), atendendo os preconceitos que o Senhor Diogo Cão carregava para localizar uma tribo de Israel que escapou ao controlo, aquando da destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 da nossa era ou depois do nascimento de Jesus Cristo, foi suficiente para o navegador português corromper os acompanhantes dele de que este rio é Zaire. A conotação Zairenses, langa, zazá ou “são eles”, pretendendo haver uma nova visão de reconciliação e desenvolvimento, deve-se banir tais conotações e serem retiradas do Dicionário estratégico político do MPLA.

Não quero ser cobarde criticando apenas os seus discursos para a região Kongo, desde Sábado dia 03 do corrente mês; é óbvio que ajudamos-vos no saneamento da situação à procura de soluções, tais como “Por que razão o Zaire, particularmente Mbanza Kongo foi sempre alimentado por discursos.               

2º Mandamento: No Dicionário Kongo, sim, existe uma palavra e/ou nome “Ńzayi”/”Zeye” designação dos sábios, cientistas kongo, pessoas que acumulam conhecimentos, talentos diversificados com saberes sapienses dos primeiros sábios (savants) do Berço Humanitário (Nsaku, Mpanzu e Nzinga), quer dizer “Mono Nsaku”↔”Homo Sapiens”, demonstra o significado de “Mono Nsaku” (= Eu Nsaku).

Angola herdada pelos patriotas do Império Colonial Português conservou e colocou em prática estratégias de governação dos elementos de discriminação, contestação, de marginalização, que, sempre, estiveram na base os Bakongo, serem os últimos nas categorias divisionistas do regime em que o Senhor Vice-Presidente é actor e testemunha; 

Segundo a história, já houve em África um estadista ou governante que mudou o nome do seu país, dominando três conceitos da identidade baseada em NZADI (Zaire), por razões da euforia do poder: “Zaire = País”, “Zaire = Moeda” e “Zaire = Rio”. À luz de dia, os que conhecem bem chegaram ao poder, devolveram o nome do Kongo ou Congo R.D. Este curioso não tinha nada haver com os Bakongo de Angola, sejam de Cabinda, Zaire, Bengo, Uíge, Malanje, Kwanza Norte, Lunda e Luanda.

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