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Sociedade

Cantinas apresentam debilidades na higiene e conservação dos alimentos

Manuel Camalata

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A directora adjunta do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Anta Webba, disse neste sábado, 24, que as cantinas que existem na província de Luanda apresentam diversas debilidades de higiene e acondicionamento dos produtos alimentares que comercializam aos cidadãos. Constatação apresentada na manhã de ontem, durante uma palestra dirigida aos ‘cantineiros’ do município de Viana.

Entre as debilidades apresentadas destaque para a má-conservação e arrumação dos produtos, venda de produtos com data de caducidade vencida ou adulteradas, bem como a rotulagem em língua estrangeira, que encontram nas cantinas, detidas, maioritariamente, por comerciantes estrangeiros.

Anta Webba aconselhou os comerciantes a evitarem comprar dos grossistas produtos que apresentem estas características, sob pena de serem penalizados com multas.

Apelou ainda aos presentes a cumprirem com os seus deveres de responsabilidade social, junto dos locais em que se encontram seus estabelecimentos comerciais, como a proibição de venda de terceiros à porta das suas cantinas ou lojas e a evitar vender bens alimentares à crianças.

Aquela responsável anunciou na ocasião, que face a estas “falhas” que vêm constatando um pouco por Luanda, o INADEC vai ministrar um curso sobre higiene e segurança alimentar, aos agentes comerciais retalhistas. A referida formação tem início na próxima segunda-feira, 26, na sua sede, na marginal de Luanda, e é abrangente aos comerciantes de lojas e cantinas. O objectivo, segundo fez saber, é de garantir saúde aos cidadãos, através dos produtos alimentares que adquirem nas cantinas retalhistas.

O director municipal da Promoção do Desenvolvimento Económico Integrado de Viana, Dorivaldo Adão, disse, na ocasião, que todos os dias os comerciantes do município de Viana cometem diversas transgressões administrativas, apesar de reiteradamente lhes serem informadas as medidas que devem adoptar, principalmente neste momento que se vive com a pandemia da covid-19, como a aquisição do termómetro para a medição da temperatura à porta dos seus estabelecimentos. Segundo fez saber, muitos dos ‘cantineiros’ continuam a não cumprir com esta medida e como consequência têm sido multados, “com valores que muitos até têm dificuldade para conseguirem pagar”.

Avançou por outro lado, que o seu gabinete recebe diariamente cerca de 20 pedidos de legalização de novos agentes comerciais, entre cantinas, lojas, restaurantes, quiosques e boutique.

“O município de Viana é o pulmão económico do país e representa o pólo de desenvolvimento de Angola, por isso precisamos continuar a trabalhar para alavancarmos o crescimento do município de forma particular e do país em geral”. Para tal, segundo fez saber Dorivaldo Adão,

“É preciso fortificar as relações entre os ‘cantineiros’, o INADEC e a Direcção Municipal da Promoção do Desenvolvimento Económico Integrado, porque se Viana não crescer economicamente afecta negativamente a economia do país”, justificou.

O director municipal da Promoção de Desenvolvimento Económico de Viana exorta a todas os munícipes que exerçam actividades económicas naquele município luandense, a se deslocarem àquela repartição para legalizarem e desenvolverem as suas actividades económicas em Viana visando contribuir para o desenvolvimento do município.

Participaram da palestra, cerca de 50 comerciantes, a maioria estrangeiros, que actuam no município de Viana. A mesma teve lugar no auditório da escola do II ciclo do ensino secundário Neves e Sousa.

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