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Candidatos do PRS rejeitam comparação à FNLA

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Os três candidatos a presidente do Partido de Renovação Social (PRS) presentes no Programa “Especial Zimbo”, do canal televisivo com o mesmo nome, na noite do dia 09.05.17, reconheceram haver incompreensões mútuas a nível interno, mas recusaram qualquer comparação ao então movimento de libertação nacional, fundado por Álvaro Holden Roberto.

Porém, durante o programa em questão, Sapalo António, o candidato que se revela bastante indignado com a postura da Direcção do partido, encabeçada por Eduardo Kwangana, há mais de 25 anos, garantiu que se for eleito presidente do PRS e concomitantemente chefe de Estado angolano, irá colocar em marcha políticas que poderão melhorar a vida de cada angolano, para além de exigir a realização imediata do IIIº Congresso Ordinário, face aos poucos dias que faltam para a entrega da lista dos candidatos ao Tribunal Constitucional (TC).

Já Benedito Daniel, secretário-geral da referida organização política, tido como candidato da continuidade por fazer parte da direcção e ser declaradamente apoiado pelo actual presidente, teme que a antecipação do conclave interno às Eleições-Gerais possa gerar implicações jurídicas que inviabilizem a participação do partido ao pleito eleitoral.

“Não se pode fazer um Congresso para apenas se eleger um cabeça-de-lista, porque o Congresso é um conclave que organiza o próprio partido, para além de o cabeça-de-lista ser escolhido, daí saem várias tarefas concernentes a organização do partido”, aclarou o também deputado, tendo acrescentado que em certas circunstâncias poder-se eleger alguém para dirigir o partido, mas que pode ser substituído por Deliberação do Comité Nacional.

Mas a argumentação foi rapidamente rebatida de forma pedagógica por Sapalo António, que recordou ser o Comité Nacional um órgão inferior ao Congresso.

“Nós temos problemas, mas o senhor presidente está ausente das actividades do partido há quase um ano, revelando-se incapaz de resolver estas makas. Por outra, a antecipação do Congresso não traz qualquer implicação jurídica que possa impedir o partido em concorrer às Eleições-Gerais. E a actual Direcção do partido deve se lembrar que o Congresso já vem sendo preparado desde 2016. Teria lugar em Junho do ano passado, mas não aconteceu por razões que todos conhecemos, foi remarcado para o mês de Março de 2017, mas também foi inviabilizado, portanto, devemos realizá-lo já!”, exigiu.

Por sua vez, NdandaNjinga, o militante que também ambiciona se sentar no cadeirão máximo do partido, mostrou-se atónito, dado o facto de o presidente Eduardo Kwangana pretender ser elevado a cabe-de-lista do partido às eleições.

“Ele (Kwangana) não se recandidatou por estar doente, como é que pretende ser o nosso cabeça de lista? Alguma coisa não vai bem aqui”, suspeitou.

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