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Candidatos aprovados em concurso anterior obrigados a repetir provas no MINSA

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Centenas de candidatos que obtiveram classificação positiva no concurso público promovido pelo Ministério da Saúde em 2023/2024 foram surpreendidos com a notícia de que terão de se submeter novamente a testes para concorrer às mais de seis mil vagas previstas no próximo processo de recrutamento.

Segundo o ministério, a aprovação no concurso anterior não garante ingresso automático na função pública, e “não existe outra via de ingresso que não seja por concurso”. Para os candidatos, no entanto, a medida ignora o esforço já comprovado e prolonga uma situação de incerteza que se arrasta há cerca de dois anos, deixando profissionais frustrados e desmotivados.

Esta quarta-feira, 25, um grupo de candidatos concentrou-se em frente à entrada principal do MINSA, em Luanda, exigindo o enquadramento directo com base nos resultados já obtidos. A ministra Sílvia Lutucuta recebeu os manifestantes, reiterando que todos deverão participar no novo concurso em igualdade de circunstâncias. Durante o encontro, a governante apelou à preparação para as provas e defendeu que a manifestação “não constitui a melhor via para resolver a situação”.

O impasse, contudo, expõe uma falha estrutural, profissionais que já demonstraram competência são obrigados a competir novamente, enquanto o sector continua a enfrentar carência de médicos, enfermeiros e pessoal de apoio. Analistas consideram que a insistência do MINSA em repetir processos conclui mais burocracia do que valorização do mérito, deixando a população e os candidatos em situação de desgaste.

A abertura do próximo concurso, prevista para os próximos dias, poderá agravar a tensão se não vier acompanhada de mecanismos que reconheçam o desempenho anterior dos candidatos. Até lá, o descontentamento e os protestos continuam, reflectindo a incapacidade do sistema de equilibrar rigor legal com justiça e reconhecimento profissional.

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