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Eleições 2022

Candidato do MPLA condena políticos que em época eleitoral incitam a violência e a instabilidade no País

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O Presidente do MPLA, João Lourenço, apelou, esta quinta-feira, ao civismo, patriotismo e sentido de estado dos angolanos.

O líder do MPLA, que falava num acto de massas na província de Benguela, no quadro da campanha para as eleições gerais de 24 deste mês, apontou para a necessidade de os angolanos, em geral, e particularmente os líderes dos partidos políticos, respeitarem as diferenças e a vontade do povo.  

João Lourenço lamentou o facto de haver líderes de partidos políticos, sem citar quais, incitarem a população para criar “instabilidade social e confusão”.

“Um dos líderes tem esta postura condenável em todos os sentidos. Os partidos devem ser os primeiros a pautar pelo civismo dos cidadãos e não fomentar a desconfiança sem fundamento, a desordem e a instabilidade social. Não se pode utilizar o povo como arma de arremesso em defesa de interesses inconfessos de partidos políticos. Mas é isto que está a acontecer e todos devemos condenar”, reforçou.

O cabeça-de-lista do MPLA condenou os políticos que procuram descredibilizar permanentemente as instituições do Estado, principalmente aquelas que têm a responsabilidade de realizar eleições.

João Lourenço questionou o que pretende um político ao tentar descredibilizar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) ou o Tribunal Constitucional. “Não são patriotas.  Passam a ideia errada de que as instituições não são credíveis, o que quer dizer que o Estado angolano não é credivel”, frisou o líder do MPLA.

Com esta atitude, afirmou, estão a defender os interesses de outrem e não os interesses dos angolanos, uma agenda que lhes foi encomendada. “É um mero executor, uma boca de aluguer”, sublinhou.

Recordou que quem vota em Angola são os angolanos,acrescentando que  a vontade dos angolanos não pode ser “influenciada a partir de fora, nem via comunicação social, nem através de recursos que injectam no país”.

“A verdadeira sociedade civil, organizada, e as igrejas têm demonstrado uma postura patriótica, porque querem que as eleições sejam livres e justas, mas também querem e estão a trabalhar para que sejam pacíficas, que corram de forma ordeira”, asseverou.

Os angolanos votam a 24 de Agosto pela quinta vez, para eleger o Presidente da República, o Vice-presidente e os 220 deputados à Assembleia Nacional.

Para este sufrágio, estão registados 14 milhões 399 mil eleitores, dos quais 22 mil 560 na diáspora.

Concorrem ao pleito os partidos políticos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO, bem como a coligação CASA-CE.