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Candidato brasileiro promete indulto a Lula no caso de vitória nas eleições

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Guilherme Boulos, candidato à Presidência do Brasil, prometeu em entrevista com a emissora Record a concessão, caso ganhe as eleições, de um indulto penal ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção desde o passado abril.

Boulos, líder dos Sem Teto, o movimento social mais combativo do Brasil, lembrou na entrevista emitida na noite desta quinta-feira que o indulto é um ato previsto na Constituição brasileira que serve “para corrigir erros da Justiça”.

“O caso do ex-presidente Lula, desde o meu ponto de vista, é o caso de uma condenação injusta. Então, sim, daria o indulto”, disse o candidato pelo esquerdista Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Boulos, a quem as sondagens lhe outorgam apenas 1% das intenções de voto, pôs como exemplo os Estados Unidos, onde “alguém que está no corredor da morte e se descobre que foi injustamente condenado” pode ser posto em liberdade pelo presidente do país.

Lula, que também é candidato para as eleições apesar de estar virtualmente inabilitado, cumpre uma condenação de 12 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro desde o passado 7 de abril, dia em que entrou numa cela da sede da Polícia Federal na cidade de Curitiba (sul).

O ex-mandatário foi condenado num caso relacionado com a corrupção destapada na companhia petrolífera estatal Petrobras e acumula além disso outras cinco causas penais na Justiça, a maioria por suspeitas de corrupção.

No entanto, o ex-sindicalista pretende apresentar-se às eleições presidenciais do próximo outubro e já foi registado como candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), apesar do seu encarceramento e de estar praticamente inabilitado.

De acordo com a legislação eleitoral brasileira, os condenados em segunda instância, como é o caso de Lula, estão impedidos de se candidatar a qualquer cargo eletivo, embora a decisão final esteja em mãos do Tribunal Superior Eleitoral, que terá que se pronunciar nas próximas semanas.

A campanha eleitoral no Brasil, a mais incerta e curta da sua história, começou esta quinta-feira com a maioria dos candidatos a pedir o voto em diferentes atos, menos Lula, que teve que conformar-se com publicar, através dos seus assessores, mensagens nas redes sociais.

 

EFE

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