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Sociedade

Camionistas angolanos paralisam actividades devido taxas aplicadas pela RDC

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A província de Cabinda está privada do abastecimento de alguns produtos que saem da capital do país por via terrestre, devido a uma greve anunciada no último sábado pelos camionistas que fazem a  rota Luanda/Luvu/Nóqui.

Em causa, está a taxa elevada que é cobrada pelas autoridades aduaneiras da República Democrática do Congo nos postos fronteiriços, que os camionistas consideram ser bastante elevada, e pedem que seja revista.

Segundo o presidente da Associação dos Transportes Rodoviários de Mercadorias de Angola (ATROMA), António Gavião Neto, que falava em conferência de imprensa, neste sábado, 10, em Mbanza Congo, anunciando a paralisação por tempo indeterminado, disse existir uma diferença abismal entre as taxas aduaneiras cobradas em ambos os lados da fronteira comum.

Fez saber  que  na parte congolesa, por exemplo, um camionista angolano paga quatro mil dólares (um dólar vale em kz 828) por cada percurso de 300 quilómetros percorridos no interior deste país vizinho, em trânsito para Cabinda, ao passo que no lado angolano, segundo referiu o responsável, são cobrados apenas 50 dólares aos camionistas congoleses que transitam no território angolano, num percurso acima de dois mil quilómetros, acrescentando por outro lado, que esta tributação desproporcional,  tem reflexos directos na alta dos preços de venda dos produtos da cesta básica na província de Cabinda.

António Gavião Neto sublinhou que a sua organização já vem mantendo conversações com a parte congolesa há anos, no sentido da uniformização das taxas aplicadas em ambas as partes da fronteira comum, mas sem se chegar a um consenso, até ao momento.

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