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Economia

Caminho de Ferro de Luanda terá ligação com RDC até 2021

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O Caminho de Ferro de Luanda (CFL) poderá estender a sua linha férrea até a fronteira com a RD Congo, na localidade de Kananga, construção a ser feita no âmbito das Parcerias Público-Privadas (PPPs), cujo Plano Operacional em estruturação vai até Dezembro 2021.

De acordo com o secretário de Estado do Planeamento, Milton Reis, que falava no habitual briefing semanal, o plano estabelece as fases para a preparação, negociação e lançamento do procedimento de estabelecimento de PPP e define uma lista indicativa de 41 potenciais projectos de investimento a serem estruturados na modalidade de Parceria Público-Privada.

No projecto de ligação do Caminho de Ferro de Luanda à fronteira com a RDC (Kananga), a pretensão é avançar, numa primeira etapa, com uma linha férrea eléctrica.

De acordo com o governante, com o projecto vai estender-se o corredor norte, ou seja, CFL até a zona fronteiriça da RDC, por se tratar de um País encravado e sem acesso ao mar, servindo a região de Katanga rica em recursos minerais. De Malanje até a RDC são aproximadamente 1000 km.

Outro projecto a ser incluído nas PPP será a construção da ligação entre CFM, Namíbia e Victoria Falls (Trans-cuneen), para estender o corredor sul, no caso o Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) até a Zâmbia, por se tratar de um outro país encravado e sem acesso ao mar.

O objectivo é servir o cinturão de cobre “copperbelt” na Zâmbia rica em recursos minerais.

De acordo com a lista indicativa de potenciais projectos de PPP por estruturar, está também a construção e exploração de uma ligação ferroviária entre Angola e Zâmbia, através da extensão do corredor centro (Caminho de Ferro de Benguela- CFB).

O projecto corresponde à construção de ligação ferroviária entre a estação de Luacano e a fronteira da Zâmbia, nas imediações do posto fronteiriço de Jimbe.

No âmbito das PPPs, está também prevista a construção e exploração do metro de Superfície de Luanda, que terá uma rede ferroviária ligeira, cujo traçado da primeira começa no Porto e termina no Zamba II, com sete quilómetros e do Zamba II ao Kilamba (30 quilómetros ).

Na segunda fase, o projecto contempla a construção do ramal Zamba II/Benfica (28 km), enquanto na terceira fase Benfica/Cacuaco (58 km).

Contempla também a construção da ligação ferroviária CFB/CFM, cuja linha parte do CFB parte do Huambo para ligar ao ramal do CFM no Cuvango.

O plano indicativo prevê também o projecto de ligação entre o CFL e CFB, com o ramal a partir do Dondo (Cuanza Norte) até ao ramal do CFB no Huambo.

No domínio das estradas, destaque para a construção da auto-estrada no corredor Norte-Sul, com prioridade para os eixos Norte/Sul (Soyo/Santa Clara, numa extensão de mil e 400 quilómetros.

Energia e águas

No sector da energia e águas, consta a construção e exploração do Aproveitamento Hidroeléctrico de Baynes, trecho internacional do rio Cunene, para fornecer água ao Curoca.

Esse projecto Bi-Nacional Angola/Namíbia, a ser edificado sobre o rio Cunene, terá uma central com uma potência instalada de 600 MW.

Também consta dos projectos indicativos, no âmbito das PPP, a construção e exploração da central do ciclo combinado do Soyo 2, com 6 turbinas em 2 blocos iguais de 3 turbinas cada, sendo 2 turbinas a gás e uma turbina a vapor, para produzir 750 Megawatts.

Dos 41 projectos, figuram a construção e exploração do aproveitamento hidroeléctrico de Chicapa 2, com potência instalada de 31,6 MW na província da Lunda Sukl, sobre o curso do rio Chicapa a 20 km a norte da cidade de Saurimo.

No domínio das águas consta o projecto de manutenção do sistema de abastecimento de água de Luanda, operação e manutenção dos sistemas de abastecimento de água e saneamento de toda a província de Luanda, passa a ser da responsabilidade de uma nova entidade privada, mediante a celebração de um Operação de Manutenção (O&M).

Plano Operacional de Estruturação de Parcerias Público Privadas (PPP) foi aprovado na 9ª Sessão ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros.

Por Angop

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