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Burlou uma aldeia inteira e fugiu para Angola

Ana Margoso

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Aproveitou-se da confiança que as pessoas da pequena aldeia de São Martinho, no Porto, tinha por ele para dar um golpe.

Com centenas de milhares de euros no bolso, fugiu para o novo “El Dorado”, onde “alguém” prometeu fazer dele um homem rico.

Alberto Peralta Simão, português de nacionalidade, empreiteiro de profissão, pegou no dinheiro que lhe tinha sido confiado pelas pessoas, agarrou na mulher e filhos e embarcou para Luanda.

Contratou uma empresa que lhe foi recolher todo material de construção que havia deixado na aldeia.

“O que me disseram é que ele pagou quatro milhões de euros para as coisas chegarem a Luanda”, diz Rosalina Angelina dos Santos, Angolana de nacionalidade, uma das vítimas.

“Ouve gente que perdeu o dinheiro de uma vida. Pessoas que venderam as casas em que moravam para que lhes fosse construída outra casa”, pode-se ler denuncias feitas num jornal local.

Segundo, Angelina Santos, Peralta Simão teve o apoio de pessoas muito importantes em Angola.

“ Eu fui em principio de 2000 para Angola com o senhor que era empreiteiro, porque eu tinha o projecto da construção de cinco mil casas na zona de Viana, em Luanda, e o levei comigo porque era ele que iria construir as casas”.

“Em Luanda tivemos encontro com o então ministro das Obras Publicas o senhor Higino Carneiro que nos recebeu. Mas infelizmente as coisas no andaram porque infelizmente na altura eu não sabia como o sistema funcionava”, atira.

Conta Angelina, que estando na Suíça so tempos depois é lhe informada que o senhor Peralta Simão tinha dado um golpe as pessoas da aldeiae, e que tinha fugido para Angola.

“Soube que ele tinha fugido para Angola e que estava metido com um general. Inclusive consegui falar com ele uma vez e disse que ele estava assegurado e que se eu quisesse problemas tinha de falar com este general, que soube depois ser o então embaixador Angolano no Brasil o senhor Alberto Neto”, acusa.

Questionada se não tinha levado o caso a Justiça, tanto em Portugal como em Angola, Angelina explica.

“Em Portugal não consegui porque ele não tinha burlado só a nós da aldeia, mas, a bancos onde teve empréstimos, que puseram logo uma providência cautelar. E, em Angola, com o sistema da forma que estava não valia apena”, conta.

 

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