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Brasil: Líder do PT diz temer por segurança de Lula da Silva na campanha presidencial

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Um alto responsável do Partido dos Trabalhadores (PT) brasileiro manifestou preocupação com a segurança do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral devido a um alegado desespero da extrema-direita liderada pelo atual Presidente, Jair Bolsonaro.

“Estamos, sim, preocupados com a vida do presidente [Lula da Silva]”, assegurou Aloísio Mercadante, coordenador do programa de Governo do PT, em entrevista à agência de notícias espanhola Efe.

Mercadante, que ocupou vários ministérios durante o Governo da ex-Presidente progressista Dilma Rousseff, disse que Bolsonaro e os seus seguidores “sabem que vão perder a eleição presidencial” em outubro próximo e “estão desesperados”.

“Eles têm uma milícia de extrema-direita que não tem limites”, alertou o político e economista, considerando que a segurança de Lula da Silva é “uma questão muito importante”.

O também presidente da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, lembrou que nos últimos meses o partido sofreu provocações recorrentes da “extrema-direita neofascista” e citou como exemplo o episódio ocorrido recentemente num comício em Minas Gerais, quando um drone lançou veneno agrícola sobre as pessoas que participavam no encontro.

Mercadante alertou para o risco de o atual Presidente não reconhecer o resultado das próximas eleições em caso de vitória de Lula da Silva, 76 anos, que segundo a última sondagem, divulgada na quinta-feira, lidera as intenções de voto com 47%, face aos cerca de 30% de Bolsonaro.

“É o que eles estão tentando construir negando a urna eletrónica”, acrescentou.

A 100 dias das eleições, Mercadante disse estar confiante na vitória de Lula da Silva na primeira volta das presidenciais, como sugerem as sondagens, e assim pôr fim a um Governo que qualificou de “homofóbico, cheio de preconceito, machista, que defende a tortura e ataca a democracia”.

“Estamos numa posição muito favorável, mesmo para vencer na primeira volta”, disse Mercadante.

No entanto, para tentar chegar à Presidência, o PT teve de fazer algumas concessões aos setores de centro que compõem a coligação e para isso baixou o tom em algumas diretrizes do seu plano de Governo, do qual foi apresentado uma primeira versão esta semana.

O programa elimina a referência direta à revogação da reforma trabalhista aprovada pelo Governo do ex-Presidente Michel Temer e limita-a à revogação dos “quadros regressivos da legislação trabalhista vigente”, em consonância com o realizado pelo atual governo progressista espanhol.

“A Espanha teve uma experiência inovadora, foi uma negociação coletiva que terminou num acordo aprovado pelo Congresso. É uma inspiração para o que estamos construindo”, referiu Mercadante.

O documento, que ainda não foi finalizado, também não faz menção aos direitos reprodutivos, especificamente ao aborto, que Lula da Silva apoiou abertamente e pelo qual foi duramente criticado pelos setores mais conservadores.

A questão voltou ao debate público nos últimos dias, depois de um juiz ter negado esse procedimento a uma menina de 11 anos que engravidou após ter sido violada, um direito garantido por lei.

Por outro lado, o programa do PT enfatiza a proteção da Amazónia, cuja devastação atingiu níveis recorde sob o mandato de Bolsonaro, defensor da exploração económica da floresta.

Para Mercadante, o assassínio do ativista Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips na Amazónia é parte da degradação sofrida pela maior floresta tropical do planeta, onde a mineração ilegal e madeireiras avançaram, entre outras atividades.

“Temos milícias rurais e um Governo comprometido com essa ilegalidade. Lula da Silva vai voltar para realocar a Amazónia na rota da contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, concluiu.

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