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Economia

Bolsa de diamantes arranca em 2022

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O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que espera lançar a bolsa de diamantes de Angola, de forma experimental, no próximo ano, sublinhando que pretende cooperar neste domínio com empresários belgas.

O ministro falava num encontro, ontem em Luanda, com uma delegação de mais de 20 empresários belgas, associados ao Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia (Antwerp World Diamond Centre), uma organização que representa mais de 1.600 empresas deste setor

Na sua intervenção de abertura, Diamantino Azevedo abordou as mudanças em curso na comercialização de diamantes em Angola, necessárias para eliminar práticas de monopólio, e que constituirão um momento transitório para um mecanismo mais eficiente para a comercialização dos diamantes, a futura bolsa.

O governante sublinhou a vontade de cooperar com a AWDC e outras bolsas a nível mundial, para melhorar a comercialização, e adiantou que o governo está também a trabalhar no aumento da capacidade de lapidação dos diamantes.

Para o efeito está a ser criado um parque para instalação de fábricas em Saurimo (Lunda Sul), adiantou apelando aos empresários belgas para investirem neste polo de lapidação, bem como nas áreas de prospeção e produção de diamantes.

Sobre o potencial mineiro, Diamantino Azevedo lembrou que Angola tem a quarta maior mina de diamantes primários do mundo e “em breve” deverá entrar em produção uma com maior dimensão.

O embaixador da Bélgica, Jozef Smets, que acompanhou o encontro, disse que o objetivo da visita é intensificar os contactos já existentes e apresentar Antuérpia como um centro de negócios de diamante, que oferece os melhores preços e uma garantia de transparência, mas também dar a conhecer os projetos e políticas do executivo angolano.

Por seu lado, o presidente da Endiama, empresa pública angolana de mineração, salientou que Angola quer aproveitar a experiência belga na futura bolsa

Quanto à entrada em funcionamento das novas minas, indicou que a mina de Luaxe deve ter “alguma produção experimental” já este ano, devendo entrar em funcionamento também outras mais pequenas com as de Luembe e Cassaguidi.

O objectivo é atingir no próximo ano uma produção de 14 milhões de quilates.

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