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Economia

BNA reduz taxa de juro para 17 por cento

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O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, anunciou, na tarde desta terça-feira, 21, a redução da taxa de juro para 17%, contra a anterior 18%.

O anúncio do governante foi em Conferência de Imprensa no final da 110a reunião do Comité de Política Monetária do Banco Central angolano.

De acordo com José Massano, a decisão do comité, em reduzir a taxa de juro na economia angolana, visou dar continuidade a influenciar a estabilidade de preços na economia e assegurar um curso de inflação em linha com os objectivos de médio prazo.

“A Taxa Básica de Juro (Taxa BNA) de 18% para 17%; A taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez de 18% para 17%; A taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez de 14% para 13,5%”, anunciou.

Disse também que aquele órgão decidiu proceder a flexibilização das condições de liquidez no sistema financeiro, ajustando o período temporal para o cumprimento das reservas obrigatórias pelos bancos comerciais, passando da actual base fixa diária para uma média de cumprimento quinzenal. Entretanto, os coeficientes em moeda nacional e estrangeira, em 17% e 22%, respectivamente, mantêm-se inalterados.

Quanto ao contexto internacional, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas em Janeiro último no seu World Economic Outlook, apontam para um crescimento da economia mundial de cerca de 2,9%.

Nas economias avançadas, espera-se um crescimento de 1,2% a ser impulsionado pela economia norte-americana, cuja taxa poderá fixar-se em 1,4%.

Relativamente às economias emergentes, a previsão de um crescimento em torno de 4%, ligeiramente acima do observado em 2022, animado pelas economias chinesa e indiana, com taxas de 5,2% e 6,1%, respectivamente.

Para a economia da África Subsariana, ainda de acordo com o FMI deverá crescer 3,8%.

Segundo o Governador do Banco Nacional de Angola, as previsões de crescimento económico global poderão ser afectadas negativamente pelos eventos recentes no sector financeiro internacional e pela persistência de pressões inflacionistas na larga maioria das economias.

“A nível nacional, mantemos inalteradas as projecções de crescimento do Produto Interno Bruto, em torno de 3,3%, e da taxa de inflação, que no final do ano deverá situar-se entre 9% e 11%, conforme divulgadas na sessão de Janeiro do Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola”, disse.

Sobre a inflação no país, os dados mais recentes realçamos a manutenção da trajectória descendente que se observa desde Fevereiro de 2022.

Citando dados do Instituto Nacional de Estatística, em Fevereiro de 2023, a taxa de inflação fixou-se em 11,54%, sendo o nível mais baixo desde Setembro de 2015.

“Em termos mensais, os preços aumentaram 0,86%, tendo as maiores variações ocorrido nas classes de Saúde (1,88%), Vestuário e Calçado (1,86%), Bens e Serviços (1,41%) e Hotéis, Cafés e Restaurantes (1,33%)”, disse acrescentando que na classe de Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas, a que mais contribui no Índice de Preços no Consumidor, a variação de preços manteve-se ao mesmo nível de Janeiro, registando um crescimento de 0,79%.

As condições monetárias continuam estáveis. A base monetária e o agregado monetário M2 em moeda nacional, variáveis operacional e intermédia da política monetária, contraíram 4,88% e 1,42%, respectivamente.

No sector externo, a conta de bens registou um saldo superavitário de 3,13 mil milhões de Dólares Norte-Americanos nos dois primeiros meses de 2023. No final do mês de Fevereiro, as Reservas Internacionais situaram-se em 13,95 mil milhões de Dólares Norte-Americanos, correspondendo a um grau de cobertura de cerca de 6 meses de importações de bens e serviços.