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Economia

BNA empenhado na melhoria das estatísticas no país

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O Vice-Governador do Banco Nacional de Angola, Tiago Silva, disse, recentemente, em Luanda, que aquela instituição de política monetária está empenhada em melhorar a produção de dados estatísticos no país, e fazer face aos desafios que o mundo impõe. O governante falava na abertura de uma acção formativa realizada no Museu da Moeda, sobre a ˈMelhoria das Estatísticas do Investimento Directo Estrangeiro e das actividades das Empresas Multinacionais.

A acção formativa que teve lugar de 26 a 28 de Outubro de 2022, no auditório Saydi Mingas, do Museu da Moeda, promovida pelo Banco Nacional de Angola, em parceria com o Ministério da Indústria e Comércio e com Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio (UNCTAD), dirigida a técnicos e instituições do sector das finanças nacionais e estrangeiras.

A formação, subordinada ao tema “Melhoria das estatísticas do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e das actividades das Empresas Multinacionais (EMN)”, visou permitir que os países em via de desenvolvimento adoptem decisões adequadas e formulem políticas orientadas à atracção de IDE, com intuito de sensibilizar sobre a relevância das normas e directrizes internacionalmente aceites na compilação de dados sobre IDE e as actividades das filiais estrangeiras, ajudar a compreensão das definições e metodologias na área das estatísticas de IDE/EMN, e prestar aconselhamento sobre questões específicas e desafios de particular interesse para os Estados.

O Vice-Governador do BNA, Manuel Tiago Silva, disse que as crises económicas e financeiras que ocorrem no mundo, desde 2008. deram maior visibilidade às estatísticas macroeconómicas, o que fez com que melhorasse anualmente literacia estatística da população angolana, o que leva as instituições produtoras de estatísticas oficiais, “particularmente ao BNA e ao INE”, a serem desafiadas a melhorar cada vez mais a qualidade dos dados por si produzidos, “tendo em conta o papel crucial que os mesmos desempenham como instrumento eficiente de coordenação e suporte à tomada de decisões, quer de empresas e famílias, quer dos gestores públicos, recorrendo-se para tal às informações estatísticas, para a adopção de medidas de política mais assertivas”.

Disse ainda que o Banco Nacional de Angola tem prestado uma atenção “muito especial” à sua função estatística, com a adoção do seu Departamento de Estatística com quadros qualificados e competentes que “têm desempenhado um papel fundamental na prossecução das actividades da nossa nobre Instituição. Nesta senda, no âmbito do plano estratégico do Banco Nacional de Angola para o período de 2018 a 2022”.

Tiago Silva disse ainda que nos últimos quatro anos, o banco central angolano desenvolveu acções estratégicas atinentes à melhoria das estatísticas com base a práticas internacionais, para a produção de informação estatística e para a defesa dos interesses dos consumidores.

“A compilação de estatísticas é uma tarefa nobre, mas com muitos desafios, desde a necessidade de aumento permanente da sua cobertura, a adequação do capital humano, a automatização dos processos e procedimentos, bem como a harmonização das metodologias de recolha, tratamento e divulgação de dados, tendo sempre presente as boas práticas internacionalmente aceites”, disse o governante.

Os objectivos, refere ainda o Vice-Governador, passa pela redução e acautelar os desafios impostos aos compiladores, relacionados com a falta de reportes atempados, a resistência na disponibilização da informação, a alta rotatividade dos quadros, a mecanização no tratamento dos dados.

Participaram do referido evento, peritos da UNCTAD e do Banco de Portugal com vasta experiência em matérias de estatísticas de IDE. De realçar que, a formação cujo público-alvo foram especialistas em estatísticas de instituições públicas e privadas resulta do programa Train for Trade II.

O programa Train for Trade II é a componente I do Projecto de Apoio ao Comércio (ACOM), financiado pela União Europeia com objectivo de apoiar os esforços do Governo de Angola na diversificação da economia e na sua integração regional, iniciativa esta que comporta sete componentes, nomeadamente, Indústrias Criativas e Culturais, Empretec, Facilitação do Comércio, Diplomacia Comercial, Revisão das Exportações Verdes, Revisão da Política de Investimento e Transportes e Logística.

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