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Economia

BNA deixa de comprar moeda estrangeira às petrolíferas

Angop

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- Jos Massano - BNA deixa de comprar moeda estrangeira às petrolíferas

O Banco Nacional de Angola (BNA) cessa, a 02 de Janeiro de 2020, a compra de moeda estrangeira às petrolíferas que operam no país e repassa essa operação para os bancos comerciais, soube hoje (sexta-feira) a Angop.

Esta operação era feita desde 2014, e as petrolíferas vendiam ao Banco Central mais de 240 milhões de dólares por mês, para pagamento de residentes cambiais.

O governador do Banco Nacional de Angola, Lima Massano, que falava em conferência de imprensa, após a reunião do Comité de Política Monetária (CPM), disse que a intenção é passar essas operações aos bancos comerciais, permitindo uma relação mais directa com as petrolíferas.

“O BNA não tem vocação, e não é sua missão, de intervir diariamente no mercado cambial vendendo ou comprando divisas. Temos de deixar o mercado funcionar”, admitiu o governador.

A  intenção, que vem sendo explorada há algum tempo, obedece a várias opções de segurança para este tipo de transação, tendo em conta as experiências vividas com relação a excessiva concentração num ou noutro banco.

Ainda para esta operação, foi explorada a opção da criação de uma plataforma, mas avançou-se a possibilidade das companhias venderem, directamente, aos bancos comerciais com os quais têm relações regulares de negócios.

Limite de fundos passa de 5% a 2,5%

Com a tomada desta decisão, o BNA reduziu o limite de posição cambial de 5% dos fundos próprios para 2,5%, para que a moeda a ser adquirida pelos bancos comerciais não seja retida por estes.

Actualmente, até 5% de fundos próprios ou o equivalente pode ser moeda retida dentro dos respectivos bancos, ou seja, o banco pode comprar moeda e não vender o equivalente até 5% dos fundos próprios.

Com essa redução, os bancos comerciais passam a ter apenas uma margem de 2,5% dos fundos próprios, para eventual retenção de moeda, com vista a cobertura de qualquer necessidade que venham a ter.

De acordo com o governador do Banco Central, isso vai permitir que a moeda adquirida às petrolíferas, por um banco particular, venha a ser colocada no mercado interbancário, criando maior dinamização.

“Os bancos irão participar de forma mais activa no mercado cambial, o que vai ajudar a acelerar a descoberta do preço justo e do equilíbrio da moeda na nossa economia”, observou Lima Massano.

Na eventualidade de um banco comercial ultrapassar o limite dos 2,5% e não tiver condições de repassar a mesma no mercado interbancário, o banco vê-se obrigado a vendê-la ao BNA à taxa de compra deste.

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