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BNA anula licenças dos Banco Mais e Postal

Redação

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bna anula licenças dos banco mais e postal - Jos   Massano - BNA anula licenças dos Banco Mais e Postal

Em Março de 2018, recorde-se, o BNA anunciou a obrigatoriedade de os bancos triplicarem o capital social regulamentar mínimo de 2,5 para 7,5 mil milhões Kz, com efeitos a 1 de Janeiro de 2019.

Massano garantiu que os activos dos bancos serão geridos segundo a Lei das Falências, sendo dada prioridade à devolução dos depósitos aos clientes. O governador defende que a medida “reforça a confiança no sistema bancário nacional”.

Segundo o responsável, um juiz irá indicar uma entidade liquidatária que vai contactar os clientes para efectuar a devolução dos depósitos.

Sobre o Banco Mais 

O Banco Mais iniciou a sua actividade em Setembro de 2015, ainda como um banco regional – Banco Pungo Andongo – na província de Malanje, onde foi inaugurada a sua primeira agência, em Novembro desse ano.

Em 2017, os estatutos do banco foram alterados e, além de ser aprovada a mudança de banco regional para nacional, foi ainda alterado o nome, passando a chamar-se Banco Mais.

Em Setembro passado, o banco anunciou que, até ao último trimestre de 2018, aumentaria o capital social em 50%, de cinco para 7,5 mil milhões Kz.

No mesmo mês, o banco abriu a sua primeira agência em Luanda, num total de três previstas.

De acordo com o relatório e contas de 2017, publicado no site da instituição, o principal accionista do Banco Mais era a Mais Financial Services, SA (cerca de 74% do capital), empresa que terá sido usada no alegado esquema de desvio de 500 milhões USD do BNA. O principal accionista da empresa e seu PCA é Jorge Pontes Sebastião.

O mesmo documento indica que, em 2017, o banco teve perdas de cerca de 1,66 mil milhões Kz, um agravamento face aos prejuízos de 1,23 mil milhões Kz em 2016.

De acordo com relatório, naquele ano, o banco tinha activos no valor de cerca de 3,9 mil milhões de Kz e pouco mais de 1.109 clientes.

Sobre o Banco Postal

Já o Banco Postal arrancou em Março de 2107 com 150 quiosques Xikila Money e 50 no Huambo, a par de quatro agências.

Em Setembro do ano passado, o PCA do banco, João Freire, anunciou um investimento de cerca de 18 mil milhões Kz na abertura de novos pontos Xikila Money nas 16 províncias do País em falta.

De acordo com o relatório e contas de 2017, naquele ano o banco tinha perto de 131 mil clientes, tendo sofrido prejuízos de 4,319 mil milhões Kz.

Naquele ano, segundo o documento, o principal accionista era a EGM capital, SA (62,90%). Os Correios de Angola detinham 22,5% e a ENSA cerca de 10%.

 

C/ Mercado

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