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Sociedade

Bloco operatório do Hospital de Catete inoperante por falta de médicos

Manuel Camalata

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O bloco operatório do Hospital Municipal de Icolo e Bengo, na vila de Catete, em Luanda, encontra-se inoperante por falta de médicos cirurgiões, obrigando desta forma, a direcção da unidade sanitária a transferir os pacientes para os hospitais de referência na capital, há 60 quilómetros.

A informação foi avançada nesta sexta-feira, 13, pelo seu director geral, Renato Palma, que disse que todos os meses transferem, em média, para os principais hospitais da capital, 5 a 6 pacientes que requerem intervenções cirúrgicas, geralmente parturientes.

O hospital conta, actualmente, com 128 funcionários e destes, apenas cinco são médicos. O director do hospital revelou que a necessidade é de 350 profissionais e em termos de médicos o número ideal é de 35 especialistas para fazer face à demanda populacional.

Para contornar a carência de médicos de clínica geral e também de algumas especialidades, segundo Renato Palma, frequentemente contam com a colaboração de outros quatro médicos colocados nos diversos postos médicos do município.

Malária e desnutrição, principalmente em crianças menores de cinco anos, são as patologias mais frequentes na vila de Catete, tendo ainda tido que pela sua localização geográfica, o hospital recebe não apenas pacientes de Icolo e Bengo, como também os saídos dos vizinhos municípios de Viana, Cacuaco, bem como da província do Cuanza Norte.

Renato Palma mostrou-se igualmente preocupado com os casos de infecção urinária, que entretanto, considera endémica na zona, com registo frequente de pacientes que aí acorrem com queixas desta natureza.

A razão, segundo fez saber, está relacionada com o facto de as mulheres do município usarem os rios e lagos da zona para tratarem da sua higiene, provocando desta forma, as esquitossomoses no sistema urinário.

Informou, por outro lado, que para mitigar a situação, as autoridades sanitárias do município têm desenvolvido diversas acções, com destaque para palestras de sensibilização para evitar que “a população evite banhar-se em rios ou águas paradas  e não consumam água não tratada, para não contraírem esses micro organismos, que causam distúrbios no aparelho urogenital”.

O director do Hospital Municipal de Icolo e Bengo, na Vila de Catete, prestou estas informações à imprensa, a margem da campanha de doação de sangue, desta sexta e sábado, promovida pela JMPLA de Luanda, cujo lançamento da terceira fase, o pavilhão multiuso de Catete acolheu, nesta sexta-feira, 13.

O município do Icolo e Bengo, que dista a 60 quilómetros da capital, possui uma população estimada em 126.935 habitantes. É banhado por diversos rios e lagoas, usados pela população local, maioritariamente rural, para as suas necessidades de consumo.

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