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Bloco Democrático quer oposição mais unida para mudar Angola

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O Bloco Democrático defendeu esta quinta-feira, 3, um maior entendimento entre as forças da oposição angolana, considerando que a união dos partidos e movimentos democráticos será determinante para promover a alternância política nas eleições gerais de 2027.

A posição foi manifestada num comunicado divulgado por ocasião do 16.º aniversário do partido, assinalado a 4 de Junho. No documento, a formação política reafirma o compromisso com a democracia e sublinha a necessidade de fortalecer a cooperação entre os diferentes actores políticos que defendem mudanças na governação do país.

Para o Bloco Democrático, a actual conjuntura nacional exige uma maior capacidade de concertação entre as forças democráticas, patrióticas e progressistas, de modo a construir uma alternativa política capaz de responder aos desafios económicos e sociais enfrentados pelos angolanos.

O partido considera que Angola continua a viver dificuldades marcadas pelo aumento da pobreza, do desemprego juvenil, do custo de vida e das desigualdades sociais, factores que, na sua visão, reforçam a necessidade de mudanças profundas na gestão do país.

No balanço dos seus 16 anos de existência, o BD recorda que nasceu em 2010 com o objectivo de contribuir para o aprofundamento da democracia e da participação cidadã, defendendo valores como a liberdade, a justiça social, a transparência e a boa governação.

A organização política afirma que continuará a trabalhar na construção de consensos entre as diferentes sensibilidades da oposição, acreditando que a unidade poderá criar condições para uma maior mobilização dos cidadãos e para uma participação mais efectiva nos processos eleitorais.

O comunicado destaca ainda a visão do partido para uma Angola mais inclusiva, democrática e socialmente justa, onde o desenvolvimento económico seja acompanhado por melhores oportunidades para a população.

Ao assinalar a data, o Bloco Democrático deixou também uma mensagem de solidariedade aos sectores mais vulneráveis da sociedade, nomeadamente jovens sem emprego, mulheres chefes de família, idosos, crianças e pessoas com deficiência, reafirmando o compromisso de continuar a defender políticas voltadas para a inclusão social.

Para o partido, a construção de uma oposição mais coesa e articulada poderá ser um dos principais factores para influenciar o rumo político do país nos próximos anos e responder às expectativas de mudança manifestadas por parte da sociedade angolana.

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