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Sociedade

Bispo Católico preocupado com critérios de admissão na Polícia Nacional

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O bispo católico da diocese de Caxito, Dom Maurício Camuto, mostrou-se, recentemente, preocupado com o perfil moral e psicológico dos indivíduos que são admitidos nas fileiras da Polícia Nacional, tendo criticado os critérios exigidos para entrada nas forças castrenses.

Dom Maurício baseou-se na informação que dava conta, no último fim de semana, de que uma jovem grávida terá sido violada durante cinco horas por efectivos da Polícia Nacional em troca da liberdade do seu esposo que se encontrava detido numa esquadra na província do Bengo.

“Ouvimos nos órgãos de informação a notícia de que polícias violaram uma mulher grávida. Justamente a polícia, agentes da ordem. Pessoas que nos deviam garantir paz, segurança. Que nos deviam dar confiança…”, disse, indignado.

O prelado fez uma comparação com outras realidades onde os agentes da polícia, segundo fez saber, transmitem segurança.

“Basta ver um polícia, nos outros países, a pessoa sente segura. Mas nós, em Angola, parece que não nos sentimos seguros diante do polícia. Não nos sentimos seguros. Para dizer o que? Que não é todo o homem, não é toda a mulher que deve ser Polícia!.. Tem de haver critérios, tem de haver selecção… senão a nossa sociedade vai entrar em debandada. A libertinagem vai reinar e cada um vai fazer o que quiser e não deve ser assim”, apelou.

O Bispo de Caxito fez reparos à forma como as pessoas interpretam a liberdade, afirmando que só é liberdade as acções “que fazem bem não só às famílias, mas também à uma sociedade”.

“Têm de haver virtudes, tem de haver valores que todos nós devemos abraçar e devia ser obrigatório”, acrescentou.

Dom Maurício fez uma chamada de atenção às famílias dizendo que devem ensinar os filhos a respeitar o outro para que se consiga uma convivência social sã e harmoniosa.

Recordar que recentemente, o ministro de Estado e chefe da Casa militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, reconheceu haver falha nos critérios de admissão à Polícia Nacional.

“Temos que admitir que há problemas de indisciplina nos efectivos [da Polícia Nacional], a natureza dos recrutamentos praticados no passado não foram os mais adequados”, disse Francisco Furtado.

Por sua vez, o ministro do Interior, Eugênio César Laborinho, também admitiu actos de indisciplina na corporação.

“Não podemos dizer que tudo está bem, não, não!… temos que reconhecer e temos estado a tomar medidas”, afirmou o governante.