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Sociedade

Bié: familiares abandonam pacientes no hospital sanatório

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A directora-geral do Hospital Sanatório do Bié, Simília Chipilica, fez saber que oito pacientes internados foram abandonados por familiares há quase seis meses, supostamente por estarem a recuperar lentamente.

Em declarações à imprensa, após a inauguração de uma das salas de internamento para crianças, a responsável dessa unidade hospitar disse que muitos pacientes não cumprem o calendário de tratamento por ser longo, pois o tempo varia de seis a 20 meses.

Por sua vez, os pacientes não entendem tais actos protagonizados pelos seus familiares. A senhora Adelaide Cassela, 45 anos, internada há quatro meses, disse que não compreende porquê foi abandonada por familiares.

“Simplesmente deixaram de aparecer e não tenho mais informações deles”, lamentou, enaltecendo a forma como o hospital está a tratar os doentes, “garantindo sistematicamente assistência médica e medicamentosa e as três refeições diárias”.

Por seu lado, Laurinda Cassova, também paciente internada, disse que há um mês que não recebe visita de parentes, estando, por isso, privada de alguns meios necessários para a sua recuperação.

Com quadro diferente, Francisco Bundi, 21 anos, residente no município do Chinguar, recebe visitas regularmente de familiares.

O jovem contraiu a doença há dois anos e, em face da gravidade, deslocou-se à capital do Bié, Cuito, em busca de tratamento.

Segundo a directora-geral do hospital, Simília Chipilica cerca de quatrocentos e duas pessoas  abandonaram o tratamento  da tuberculose durante o ano 2020, no Hospital Sanatório do Bié, menos 256 em relação ao ano passado, informou.

Essa atitude, segundo Simília Chipilica, é reprovável, já que os doentes, que deixam de tomar os medicamentos, podem infectar outras pessoas. A responsável, médica de profissão,  informou que 64 pessoas com a doença estão internadas no hospital, e 1.585, entre as quais 209 crianças, recebem assistência ambulatória.