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BFA adere à iniciativa do Afreximbank para garantir pagamentos

Redação

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Até agora, foram já cerca de cem os bancos de 26 países membros do Afreximbank que aderiram a esta modalidade criada no ano passado.

O Banco de Fomento Angola (BFA) foi o primeiro banco angolano a aderir ao mecanismo AFTRAF criado pelo Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) para colmatar a saída dos bancos internacionais do continente.

“O BFA assinou o Programa de Facilitação de Trocas (AFTRAF) do Afreximbank para uma linha de crédito de 50 milhões de dólares, tornando-se o primeiro Banco angolano a assinar o Programa oferecido pelo Afreximbank, com o objectivo de apoiar os bancos africanos face à saída dos bancos internacionais do continente”, lê-se numa nota enviada à Lusa.

Esta linha de crédito poderá, assim, ser usada pelo BFA para “confirmar cartas de conforto e para emitir garantias, avaliações e outros produtos facilitadores do comércio”, lê-se na explicação desta adesão.

O AFTRAF oferece acesso a uma rede global de bancos internacionais e “complementa a capacidade dos bancos africanos de assegurarem soluções de financiamento, mitigando o risco em mercados difíceis ou onde as linhas de financiamento ao comércio podem enfrentar dificuldades”.

Este Programa do Afreximbank é um dos instrumentos criados para ajudar os bancos africanos a aumentarem o volume de negócio, não só com os parceiros africanos, mas também com os investidores internacionais, aumentando a confiança no acerto de contas nas transacções internacionais para as importações africanas mais fundamentais, ao mesmo tempo que assegura o acesso a financiamento a um custo razoável, explica o documento.

Até agora, foram já cerca de cem os bancos de 26 países membros do Afreximbank que aderiram a esta modalidade criada no ano passado.

A adesão do BFA, conclui-se no texto, “faz parte da cooperação entre o Afreximbank e o BFA, que estão activamente envolvidos noutras áreas para apoiar a Economia angolana”.

Os grandes bancos internacionais têm estado a sair ou a reduzir as suas operações em África, devido não só às dificuldades de operar no continente, mas também devido à crescente complexidade das regras que têm de cumprir (“compliance”).

 

C/ LUSA

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