África
Benim: candidato presidencial promete reforço policial para combater jihadismo
O candidato do partido governista às eleições presidenciais no Benin prometeu criar forças policiais municipais nas cidades fronteiriças do norte, com o objetivo de conter os ataques persistentes de grupos jihadistas que se intensificado no país.
O político Romuald Wadagni, actual ministro das Finanças do presidente Patrice Talon desde 2016, afirmou que o país “não tem outra opção” senão reforçar a cooperação com nações vizinhas para enfrentar os desafios de segurança.
“Os insurgentes activos no Sahel têm intensificado rapidamente os ataques nas zonas fronteiriças entre Níger, Benin e Nigéria, para conter estes ataques temos de unir forças”, disse Wadagni, quando apresentava sua proposta ao divulgar a plataforma política para as eleições marcadas para 12 de Abril, nas quais surge como favorito.
O candidato presidencial, no entanto, não detalhou o número de agentes a serem recrutados nem os custos do programa.
“O objetivo será garantir que os jovens, em seu próprio ambiente, sejam treinados, equipados e tenham a oportunidade de defender seus lares, suas famílias e suas comunidades”, afirmou.
Actualmente, a Polícia Republicana do Benim já mantém presença no norte do país, com apoio das forças militares. A disse, a situação de segurança no norte deverá ser um dos principais desafios para Wadagni, caso venha a suceder Talon, cuja governação foi marcada por reformas económicas e esforços para impulsionar o turismo no país.
Mais recentemente, um novo ataque no norte provocou a morte de 15 militares e deixou outros cinco feridos.
Em dezembro, militares descontentes tentaram depor o presidente Talon, alegando a deterioração da segurança na região norte, além de “descaso e negligência” em relação às tropas. A tentativa de golpe foi frustrada com o apoio de países vizinhos, incluindo a Nigéria.
